Pressão política para a saída de Luís Neves do Governo
Presidente da República incomodado com casos a envolver o ministro da Administração Interna. Chega ameaça avançar com moção de censura.
O caminho continua a estreitar-se para o atual ministro da Administração Interna, ensombrado por sucessivos casos relacionados com os seus mandatos como diretor da PJ. O Presidente da República está, sabe o Correio da Manhã, incomodado com a situação de Luís Neves, e foi noticiado pelo ‘Nascer do Sol’ que o primeiro-ministro pediu tempo a António José Seguro para resolver o caso, por ser época de fogos.
Se o primeiro-ministro não demitir Luís Neves, o Chega ameaça avançar com uma moção de censura ao Governo já na próxima terça-feira. “Se nós não tivermos a resolução desta situação, nós juntar-nos-emos ao apelo que o Presidente da República fez e apresentaremos uma moção de censura na terça-feira no parlamento”, avisou André Ventura, garantindo que “o Chega não quer provocar nenhuma crise política, o Chega quer que haja o mínimo de ética nas instituições e quer que esta situação de lodo, de lamaçal, de suspeitas, de crime, de conluios, etc., sejam resolvidas”.
“Só falta termos um ministro que seja uma espécie de Al Capone ou alguma coisa assim do género e que digam assim: já matou três ou quatro pessoas, mas é assim, a coisa continua”, atirou o presidente do partido. Pelo PS, José Luís Carneiro referiu que já disse sobre o ministro “tudo o que deve ser dito por um líder da oposição”, escusando-se a comentar a eventual moção de censura do Chega.
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