PS contorna ‘elefante na sala’ e PSD alivia a pressão

Líder socialista faz arruada em Coimbra, recusando comentar decisão tomada no Parlamento sobre Tancos.

03 de outubro de 2019 às 08:54
António Costa numa arruada em Coimbra Foto: Lusa
António Costa numa arruada em Coimbra Foto: Lusa
Rui Rio em Santa Maria da Feira Foto: EPA

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O incómodo caso de Tancos continua a ser o ‘elefante na sala’ do PS, mas António Costa segue em frente recusando perder tempo com as críticas do CDS à decisão de só levar o tema a debate na comissão permanente da Assembleia após a campanha eleitoral. Já o PSD, tirou o pé do acelerador e aliviou a pressão sobre Tancos.

O líder do PS passou pela Baixa de Coimbra, onde o os motoristas dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos o esperavam protestando com duas tarjas grandes que pediam a reposição das carreiras. Um protesto que foi ‘abafado’ pelos elementos da JS, que se colocaram à frente dos motoristas, impedindo António Costa de se aperceber do protesto.

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O líder socialista também tentou fugir à questão de Tancos e, quando confrontado pelos jornalistas sobre se a geringonça tinha voltado esta quarta-feira a funcionar no Parlamento – BE e PCP tomaram a decisão ao lado do PS – Costa foi taxativo: "A geringonça tem funcionado desde o primeiro dia." Só mais tarde, já no Porto, durante uma visita às obras da ala pediátrica do Hospital São João, respondeu à líder do CDS sobre Tancos: "É uma matéria lateral que manifestamente não creio que esteja nas prioridades da generalidade dos portugueses e seguramente não está nas minhas."

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Já Rui Rio, foi surpreendido com a decisão do Parlamento quando ainda estava em Águeda. "O Parlamento entendeu que deve ser para a semana, por foça da esquerda, é assim que será. A maioria assim decidiu", desdramatizou o presidente social-democrata, lembrando que "o PS afasta-se do BE e do PCP por razões meramente eleitorais".

À tarde, já em Aveiro, o líder do PSD andou no mesmo moliceiro usado por Passos Coelho há quatro anos. Salvador Malheiro, autarca de Ovar e ‘vice’ de Rio, até trouxe esse passado à memória: "Ganhámos as eleições com Passos Coelho." Rio ainda respondeu ao socialista Mário Centeno, frisando que "não pode mandar atordoadas para o ar e trazer para a praça pública coisas que não são verdade sobre a política de finanças do PSD".

"Não tinha grande jeito"

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"[Prevaleceram] o bom senso e a lógica, a dois dias do final da campanha. Não tinha grande jeito convocar para esta semana quando pode perfeitamente ser para a outra, permitindo que a campanha seja para colocar compromissos. Para a semana, há tempo", disse Jerónimo de Sousa numa arruada na Baixa da Banheira.

Cristas insultada e empurrada na baixa do Porto

Assunção Cristas foi empurrada e insultada de "ladra"numa tensa arruada do CDS-PP na Baixa do Porto. Membros da comitiva tentaram proteger a líder centrista.

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Fernando Barbosa, líder distrital e candidato a deputado, afastou a mulher que empurrou Cristas. "São uns ladrões", referiu uma mulher com palavrões à mistura. Horas antes, em Gaia, Cristas considerou que Ferro Rodrigues "está mais preocupado em proteger o PS do que em proteger o Parlamento", por ter recusado enviar à Justiça as declarações de António Costa e Azeredo Lopes sobre Tancos.

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