PS quer debate de urgência no dia 20 e acusa Governo de "má execução"
Socialistas acusam ainda o Governo de estar "sem capacidade de antecipar e planear" e de "ir cumprindo o PRR porque retira investimentos e corta metas".
O PS vai requerer um debate de urgência no parlamento para 20 de maio sobre a execução do Plano de Recuperação e Resiliência, acusando o Governo de "má gestão" e avisando para o "risco de perda de fundos".
Em conferência de imprensa na Assembleia da República, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, considerou que a execução do PRR está "entre o cumprimento ilusório e o falhanço no terreno" por parte do Governo.
"O PS, tendo feito este trabalho durante meses, tendo feito muitas audições, depois ter sido confrontado o grupo parlamentar com uma audição perfeitamente esclarecedora do Presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento quanto à situação muito difícil em que nos encontramos de execução do PRR, o PS irá apresentar um requerimento para um debate de urgência sobre a execução do PRR", anunciou.
O requerimento será entregue na sexta-feira de manhã "para que o debate possa ser feito no dia 20, na próxima quarta-feira", disse.
"E que, com esse debate de urgência, se possa dar um impulso que procuramos não apenas esclarecedor, mas definitivo para a boa execução do Plano de Recuperação e Resiliência", disse, considerando que este "é um tema central para a vida dos portugueses".
O dirigente socialista acusou o Governo de, ao longo dos últimos dois anos, ter executado "de forma pobre" o PRR e agora se chegar "a este momento particularmente difícil".
"A avaliação política que fazemos pode ser explicada em sete atos e em sete áreas de má execução e de má gestão do Plano de Recuperação e Resiliência durante os últimos dois anos", sintetizou.
O PS considera que desde que Luís Montenegro chegou ao Governo os problemas sobre o PRR se agravaram, há "atrasos nos pagamentos que estão a sufocar promotores e instituições" e que o "PRR não está a chegar às pessoas".
Os socialistas acusam ainda o Governo de estar "sem capacidade de antecipar e planear" e de "ir cumprindo o PRR porque retira investimentos e corta metas".
Avisando para "um sério risco de perda de fundos do PRR", o PS aponta ainda o dedo à "falta transparência e avaliação do impacto real do PRR".
Questionado sobre o facto de o presidente da Assembleia da República ter pedido hoje ao PSD, Chega e PS que apresentam até terça-feira os seus candidatos aos quatro lugares em aberto no Tribunal Constitucional, tendo em vista a eventual marcação de eleições, Eurico Brilhante Dias disse que "o calendário da eleição de órgãos externos cabe à conferência de líderes".
"Na conferência de líderes, que está agendada pelo senhor Presidente e de que já recebemos a convocatória, é o espaço para discutir o calendário e nós participaremos nessa discussão", remeteu, escusando-se a avançar mais detalhes ou nomes.
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