PS quer ouvir ministro da Educação e EDuQA na AR sobre classificação dos exames
Em causa estão as falhas identificadas durante o processo de avaliação dos cerca de 300 mil exames nacionais do 11.º e 12.º anos.
O PS quer ouvir no Parlamento o ministro da Educação e o EDuQA sobre o processo de classificação dos exames nacionais, disse, esta quinta-feira, à Lusa o líder parlamentar socialista, que reconheceu que é díficil que estas audições aconteçam em breve.
"Queremos ouvir o senhor ministro, quereremos ouvir outras entidades envolvidas neste processo, quer o EDuQA (antigo IAVE), entre outras entidades. Quereremos ouvir e convidar entidades externas que foram fornecedoras deste processo, e procurar escrutinar, usando os instrumentos parlamentares que temos", afirmou Eurico Brilhante Dias, em declarações à Lusa, após ser questionado sobre se os socialistas pretendem pedir audições parlamentares na sequência das polémicas em torno dos exames nacionais.
Apesar dessa intenção, o líder da bancada socialista reconheceu que é díficil que estas audições se realizem em breve, como pretendia o PCP e o Livre, que apresentaram requerimentos para ouvir o ministro com caráter de urgência.
"Parece-nos particularmente difícil que venham a ocorrer neste momento", disse.
O deputado do PS acrescentou ainda que, numa fase posterior, os socialistas farão uma reflexão sobre se este tema "merece ou não uma comissão parlamentar de inquérito", como propôs o BE.
Brilhante Dias sublinhou que o país enfrenta agora um calendário com "marcos importantes", destacando o próximo dia 17, a data de fixação das notas dos exames.
"Esperemos que esse calendário se cumpra, ainda assim há muitas questões. Se não se cumprir, mais questões se levantarão, mas volto a dizer: uma mensagem de tranquilidade e de confiança e que o senhor ministro que se dedique a resolver os problemas que criou", frisou.
Para o deputado socialista, as explicações recentes dadas pelo ministro da Educação são "absolutamente insuficientes".
Brilhante Dias estendeu as críticas ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que considerou que devia ter feito já um "pedido de desculpas às famílias portuguesas" e "procurado ajudar naquilo que é essencial, que é tranquilizar os alunos e as famílias".
Esta manhã, o secretário-geral do PS afirmou que é incompreensível que o primeiro-ministro não tenha tido "uma palavra de tranquilidade e confiança" às famílias sobre as falhas nos exames nacionais, acusando Luís Montenegro de "insensibilidade atroz".
Em causa estão as falhas identificadas durante o processo de avaliação dos cerca de 300 mil exames nacionais do 11.º e 12.º anos, que levaram a tutela a adiar as datas de divulgação dos resultados da 1.º fase assim como o calendário das provas da 2ª fase.
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