PS reitera voto contra atual Prestação Social Única mas diz que "está nas mãos do Governo" possibilidade de acordo
PS entende que executivo de Luís Montenegro "tem os instrumentos regimentais e pode tomar as decisões que sejam necessárias para que o processo possa ter também o acordo com o Partido Socialista".
O PS reiterou esta quinta-feira que, "tal como está", votará contra a proposta da Prestação Social Única (PSU), mas disse que "está nas mãos do Governo" porque tem os instrumentos regimentais necessários para que este processo possa ter acordo dos socialistas.
No final de uma reunião com o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, disse aos jornalistas que este encontro foi inconclusivo e manteve a posição dos socialistas de que a proposta, "tal como está e tal como foi apresentada no parlamento, merece o voto contra".
"O PS entende que o Governo tem os instrumentos regimentais e pode tomar as decisões que sejam necessárias para que o processo possa ter também o acordo com o Partido Socialista. A carta que enviámos tem um 'roadmap' de um percurso, e esse percurso não é impossível, mas compete ao Governo tomar decisões", defendeu.
De acordo com Eurico Brilhante Dias, o PS "manifestou mais uma vez disponibilidade em poder chegar a um acordo", que tem que ser "num quadro que vá para além desta autorização legislativa" porque esta forma limita "a capacidade do Grupo Parlamentar do PS em propor alterações à política que é apresentada".
"O PS afirmou a sua posição e, depois da reunião desta quinta-feira , não podemos dizer que se tenha avançado muito no sentido de um acordo, mas antes de haver um acordo há uma metodologia e um percurso que é preciso percorrer. Está nas mãos do Governo construir esse percurso", remeteu.
Para o líder parlamentar do PS -- que esteve na reunião com o Governo acompanhado pelos deputados Mariana Vieira da Silva e Miguel Cabrita -- não se pode dizer que se tenha começado uma negociação.
"Há posições assumidas e amanhã [sexta-feira] temos um debate. É a posição em que estamos", disse apenas, referindo que não há novas reuniões marcadas e que o próximo encontro "será no plenário" de sexta-feira.
O Chega, que se reuniu antes com o Governo, considera que "há caminho para andar" para um acordo com o Governo visando a viabilização da proposta do executivo sobre a PSU, afirmou à agência Lusa fonte oficial deste partido.
No fim da reunião, o presidente do Grupo Parlamentar do Chega não prestou declarações aos jornalistas, mas fonte deste partido classificou a reunião como "positiva", já que "permitiu concluir que há caminho para andar em termos de diálogo, tendo em vista um acordo".
O ministro Carlos Abreu Amorim não falou aos jornalistas depois desta ronda de encontros, que já tinha sido feito com a IL na terça-feira.
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