PS TIRA FERRO DO 'CAMINHO' DO METRO
O PSD e o CDS-PP pediram ontem, no Parlamento, uma comissão de inquérito para investigar eventuais responsabilidades do anterior Governo no “branqueamento” dos problemas nas obras do Metro do Terreiro do Paço.
O PS anunciou que não receia um inquérito e saiu em defesa de Ferro Rodrigues, que na altura era ministro do Equipamento Social, refutando a acusação de que este terá ilibado o empreiteiro responsável pela obra.
Guilherme Silva, líder parlamentar do PSD, indicou a existência de um acordo celebrado entre o Metro e o empreiteiro, datado de Maio de 2001 que, “estranhamente branqueia e iliba” o empreiteiro de todas as responsabilidades e “renuncia a todas as indemnizações a que estava obrigado”. Além disso, o líder parlamentar acrescentou que esse acordo “aumenta em 50 por cento a remuneração do empreiteiro, cujos custos sobem de 5,5 para 8,2 milhões de contos”.
Rui Cunha, ex-secretário de Estado dos Transportes, numa declaração política, considerou que o acidente de 9 de Junho de 2000 na estação do Metropolitano do Terreiro do Paço “foi exaustivamente investigado” durante o período em que Ferro tutelou a Pasta do Equipamento Social. Depois, Cunha assumiu que “os resultados do inquérito” conduziram a administração do Metropolitano a optar pela via negocial, mas negou que essa via tivesse correspondido a um perdão ao empreiteiro. Além disso, a bancada socialista distribuiu uma cópia do compromisso celebrado entre o Metropolitano de Lisboa e a empresa Metropaço a 11 de Maio do ano passado, onde se pode ler: “A Metropaço assume os custos dos trabalhos já realizados e respeitantes à reposição das condições de segurança (enchimento e estabilização da galeria), bem como às actividades subsequentes e relativas à demolição dos rolhões, esvaziamento, limpeza da galeria, remoção e reposição dos arruamentos”.
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