Redução de pessoal no Ministério da Educação não implicou despedimentos

Redução de pessoal resultou da digitalização de tarefas que, até então, eram desempenhadas por vários trabalhadores.

18 de março de 2026 às 17:11
Fernando Alexandre, ministro da Educação Foto: António Cotrim/Lusa
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A saída de trabalhadores dos serviços centrais do Ministério da Educação não implicou quaisquer despedimentos, garantiu esta quarta-feira o gabinete de Fernando Alexandre que, na terça-feira, disse que a reforma em curso resultou numa redução de 50%.

"A redução referida resultou num processo de reafetação de trabalhadores, que foram maioritariamente recolocados em escolas e noutros serviços da Administração Pública, não tendo havido qualquer despedimento", clarifica o Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

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O esclarecimento foi enviado esta quarta-feira à Lusa depois de, na terça-feira, o ministro ter afirmado que a reforma do Ministério da Educação, que passou de 18 para sete entidades com serviços mais digitalizados, resultou numa redução de pessoal em 50% e uma poupança anual de 50 milhões de euros.

Na altura, Fernando Alexandre não adiantou detalhes sobre a situação dos funcionários, mas em julho, quando anunciou a reforma do seu Ministério, já tinha afastado despedimentos, apesar das poupanças previstas.

De acordo com o governante, a redução de pessoal resultou, essencialmente, da digitalização de tarefas que, até então, eram desempenhadas por vários trabalhadores.

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"Todas as semanas temos coisas que eram feitas por imensas pessoas e estão a ser redefinidas e, em alguns casos, eliminadas porque não era necessário", explicou, durante uma intervenção na sessão de abertura da conferência "Reprogramar o Trabalho - Uma conferência sobre pessoas, competências e Inteligência Artificial", que decorreu, na terça-feira, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Além da reestruturação orgânica do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, o executivo está a trabalhar na digitalização dos sistemas, que pretende concluir até ao final de 2027, em que os serviços passarão a recorrer a sistemas de inteligência artificial, com o objetivo de melhorar a eficiência, em particular, da gestão de recursos humanos.

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