Ricardo Carrilho explica ilegalidades cometidas pelo MAI e que exoneração do cargo foi uma "surpresa"

"Ao ser dirigente da Administração Pública, compete-me cumprir com a legislação", defendeu.

13 de outubro de 2026 às 13:45
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Ricardo Carrilho, ex-Secretário-Geral do MAI, em entrevista ao canal NOW esclareceu que pressões é que foram concretizadas pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves. A acusação tinha sido feita pelo próprio, esta segunda-feira, após a exoneração do cargo.  

"Desde que o senhor ministro assumiu funções que considerou que a Secretaria-Geral tinha que assumir uma perspetiva facilitista em relação aos procedimentos", começa por dizer. 

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Carrilho reforçou que "o ministro tentou que a Secretaria-Geral levasse a cabo ações que não estava legalmente habilitado", concretizando a acusação que fez sobre ilegalidades cometidas pelo MAI, exemplificando com um processo de 5 milhões de euros de despesa para a SIRESP. 

Questionado sobre o facto de existirem situações semelhantes, Carrilho não hesitou na resposta: "variadíssimas situações desta natureza". 

Ricardo Carrilho garantiu que denunciou casos que considera "não estarem de acordo com a lei" ao Tribunal de Contas, à Inspeção-Geral de Finanças, à Inspeção-Geral da Administração Interna e ao próprio Ministério Público.

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"Ao ser dirigente da Administração Pública, compete-me cumprir com a legislação", considerou. "A única coisa que fiz foi levar a cabo os meus objetivos", concretizou, sublinhando que os objetivos eram respeitar a lei e o programa do Governo. 

"O ministro incumpre uma orientação do primeiro-ministro e incumpre uma orientação do Governo", que queria extinguir o SIRESP e, diz, ter sido obrigado a "fazer pagamentos à SIRESP com uma ameaça que me foi velada".

Como explicação para as ameaças de que diz ser alvo, Carrilho acredita que se trata de um "pagamento de favores" e reforça que "se há uma quebra de confiança é da Administração".

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A tutela acusa Carrilho de uma permanente atitude de confronto e de procurar prejudicar o funcionamento do SIRESP. Carrilho acusou Neves de o ter acusado a cometer ilegalidades. Neves rejeita acusações e fala em quebra de confiança.

Na entrevista, Ricardo Carrilho destacou que os resultados alcançados durante o período de governação no MAI foram "ímpares" e que a exoneração ao cargo "foi uma surpresa". 

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