Rosa do Egipto contestado no PS
"É uma opção pessoal. Só o compromete a ele.” Esta é a reacção do PS à nomeação de José Rosa do Egipto para a administração da EPUL, pela voz do vereador Rui Paulo Figueiredo. O líder concelhio, Miguel Coelho, aceitou a sua demissão do secretariado da estrutura partidária.
Os vereadores do PS, Nuno Gaioso Ribeiro e Isabel Seabra, foram mais longe ao considerar “ilegal” a designação do presidente da Junta de Freguesia dos Olivais e por inerência deputado municipal Rosa do Egipto (PS), porque não foi decidida em reunião de Câmara, mas só por despacho do edil Carmona Rodrigues.
Acresce que a Procuradoria-Geral da República tem um parecer que aponta incompatibilidade entre os dois cargos: o de administrador da EPUL e deputado municipal, tal como o Tribunal Contas. Ou seja, mal tomou posse, Rosa do Egipto é o alvo de críticas, no PS, mas também da restante oposição. Que aponta ilegalidades.
Perante as críticas, a vice-presidente da Câmara, Marina Ferreira, assegurou que a lei será respeitada.
O convite de Carmona caiu mal no PS ao ponto de ter sido exigido a Rosa do Egipto a demissão da direcção concelhia. Ao CM o visado afirma :“ Para tomar esta decisão não houve qualquer consulta ao PS, no entanto apresentei desde logo a minha demissão, deixei o meu cargo à disposição, porque não queria ouvir falar em negócio do PS, porque não o é.”
Carmona nomeou ainda outro administrador, Gama Prazeres, antigo membro do conselho de gerência do Metropolitano de Lisboa. João Teixeira mantém-se na presidência.
José Manuel Rosa do Egipto, 53 anos, já foi presidente da Associação Nacional de Freguesias, deputado à Assembleia da República e é desde 1989 presidente da Junta de Freguesia dos Olivais. Derrotou duas vezes a vice-presidente da Câmara, Marina Ferreira, nas eleições para a Junta, mas hoje estão do mesmo lado. Inicialmente foi conotado como “sampaísta”, mas segundo fontes socialistas “apoia normalmente quem ganha”.
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