Rui Rocha critica manifesto da reforma da Justiça e insiste na criação de um círculo de compensação
Liberal disse estar disponível "para discutir com todos e para ouvir todos nesta matéria".
Rui Rocha, presidente da Iniciativa Liberal, criticou, esta sexta-feira, em declarações aos jornalistas numa visita ao Salão Imobiliário de Portugal, num evento na FIL, o manifesto da reforma da Justiça e associou os subscritores ao bloco central.
Refere que não vai avançar com nenhuma proposta para a equiparação dos subsídios de risco das forças de segurança, mas que vai insistir na criação de um círculo de compensação.
"Não creio que seja o contributo deste manifesto que vai trazer alguma alteração especial em matéria de justiça. Os problemas da justiça são outros, têm a ver com a sua própria organização, sobretudo também com os meios e com medidas, com medidas direcionadas na área da justiça administrativa e da justiça criminal, que permitam uma maior celeridade dos processos", defendeu, indicando que a IL tem "propostas concretas" nestas áreas.
Rui Rocha defendeu que não é "estando sempre e constantemente a atacar a justiça e a suscitar questões relativas à justiça" que se cria o "contexto necessário para uma discussão como deve ser".
O liberal disse estar disponível "para discutir com todos e para ouvir todos nesta matéria", mas salientou que "discutir justiça a propósito de factos concretos, de casos concretos, nunca foi boa política".
"Reflexões mais amplas sobre justiça parecem-me sempre oportunas, feitas com a tranquilidade necessária, com a boa-fé necessária. Faremos a nossa parte no parlamento, trazendo medidas concretas nesse sentido", indicou.
Questionado se considera este manifesto um ataque à justiça, o líder da IL recusou, indicando que se trata de "um exercício da liberdade de expressão natural, desejável".
"Os cidadãos devem organizar-se e partilhar as suas ideias, mas quando vejo como subscritor por exemplo Ferro Rodrigues não fico com a ideia de que sejam contributos que vão ser determnantes na evolução que pretendemos para a justiça", defendeu.
Rui Rocha afirmou também que pode ser uma forma de pressão sobre o poder político, mas disse ter "dúvidas se essa pressão traz algo de útil".
"Às vezes fala-se da necessidade de pactos de justiça, não tenho nada contra pactos de justiça, o que espero é que esse desejo de haver pactos de justiça também não sejam subterfúgios para paralisar a discussão", indicou.
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