Novo partido de Santana ameaça PSD, CDS e Bloco

24,4% dos eleitores pondera votar no novo partido liberal do ex-militante do PSD, segundo sondagem.

05 de agosto de 2018 às 01:30
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O novo partido liberal de Pedro Santana Lopes ameaça tirar eleitores ao PSD do qual se desvinculou, mas também ao CDS e ao Bloco de Esquerda (BE), segundo uma sondagem da Aximage para o Correio da Manhã.

Quase um quarto dos inquiridos (24,4%) admite pôr a cruz do boletim de voto na nova formação política de Santana Lopes, caso fosse às próximas eleições legislativas de 2019.

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É à direita - PSD e CDS -, mas também ao Bloco que o antigo primeiro-ministro poderá roubar mais votos. Quase 37,5% dos eleitores do CDS inquiridos admite apoiar a nova formação partidária. No caso do PSD, este valor cai, mas fixa-se nuns expressivos 27,8%. O partido de Catarina Martins é o terceiro que mais será afetado na sua base de apoio. Um em cada quatro eleitores bloquistas (25,1%) considera mudar o sentido de voto em prol do antigo presidente das câmaras de Lisboa e da Figueira da Foz.

Já o PS de António Costa e a CDU, que junta PCP e PEV, podem respirar de alívio. Apenas 13,8% dos eleitores socialistas equacionam votar no partido de Santana Lopes. A estimativa cai para uns residuais 3,8%, no caso dos comunistas.

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A configuração parlamentar pós-sufrágio de 2019 poderá alterar-se substancialmente. Certo é que apenas 1,9% dos inquiridos deram a certeza que votariam no partido do ex-rival de Rui Rio. A percentagem é diminuta, mas significa que Santana poderá eleger pelo menos um deputado, ou seja, ele próprio.

A sondagem confirma o mal-estar dentro do PSD, sobretudo contra o seu presidente. Ontem, Santana Lopes cortou oficialmente relações com o partido. E, em entrevista ao 'Expresso', o diretor da campanha presidencial de Marcelo Rebelo Sousa, Pedro Duarte, desafiou o PSD a mudar de líder e apresentou-se como primeiro candidato contra Rui Rio.

Um adeus "difícil" depois de 40 anos ao serviço do PSD

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Santana Lopes pôs fim a 40 anos ao serviço do PSD e comunicou a decisão ontem através de uma carta aberta aos militantes. Começou a missiva por dizer que "este é um texto muito difícil" e confessou que "é com muita pena" que sai, mas também "com muito entusiasmo" que trabalha "num novo caminho". Decisão que não agradou ao Presidente da República: "o partido é uma família da qual não se muda".

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