Santana Lopes diz que concorre à liderança do PSD "para unir o partido"
Antigo primeiro-ministro quer debates com Rui Rio em todas as distritais do partido.
Pedro Santana Lopes disse este domingo que se candidata a líder do PSD para "unir o partido". O antigo primeiro-ministro discursa na Feira Nacional de Santarém. "Estou aqui e vim para clarificar", começou por dizer o ex-provedor da Santa Casa da Misericórida de Lisboa.
Santana diz ter aprendido em 2004 e 2005 que "a legitimidade do voto não se herda, conquista-se". Mas prometeu que não vai voltar a falar da dissolução do seu governo, por iniciativa do presidente Jorge Sampaio, depois de ter sucedido a Durão Barroso quando este foi liderar a Comissão Europeia. Mas não resistiu a pedir aos presentes que comparassem os último acontecimentos com o que lhe sucedeu. "Ai se isto fosse com o Governo de Santana Lopes", gracejou o candidato.
Falando sobre a liderança mais recente do partido, Santana Lopes diz que os sociais-democratas devem orgulha-se do trabalho de "salvação nacional" feito por Pedro Passos Coelho.
Numa primeira parte do discurso, Santana apontou à situação interna do partido e quis demarcar-se. "Nunca andei a dizer mal do partido, nem apoiei candidatos que fossem contra o partido", disse, numa referência ao apoio que o rival na corrida à liderança, Rui Rio, deu a Rui Moreira na primeira campanha para a câmara do Porto.
Santana apresenta-se sob o slogan "Unir o partido, ganhar o país"
Recusa o termo "geringonça" para definir o Governo
Sobre o Governo e a esquerda, Santana diz não gostar da expressão 'geringonça', porque "eles gostam". "Estamos perante uma frente de esquerda, com comunistas e bloquistas, num arranjo que fizeram para governar o país". "Nós conseguimos fazer melhor", garante Santana.
Candidato quere debates com Rio em todas as distritaisPedro Santana Lopes sugeriu este domingo às diferentes distritais e organizações regionais do partido que promovam debates com ele e o seu rival na corrida às diretas de janeiro, Rui Rio.
Pedro Santana Lopes afirmou que sempre defendeu que o Conselho Nacional do partido marcasse as diretas para a escolha do sucessor de Pedro Passos Coelho para "um período mais à frente" e não logo para o início de dezembro, porque "os militantes têm de votar com fundamento".
As eleições diretas no PSD estão previstas para o final de janeiro de 2018.
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