Seguro diz que voz do locutor Cândido Mota ficará na memória de todos

Chefe de Estado apresenta as "mais sentidas condolências à família, amigos e a todos os que com ele partilharam vida e caminho", numa nota partilhada no site da Presidência.

03 de maio de 2026 às 14:01
António José Seguro Foto: Rodrigo Antunes/Lusa_EPA
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O Presidente da República, António José Seguro, lamentou este domingo a morte do antigo locutor de rádio Cândido Mota e considerou que a sua voz ficará na memória coletiva dos portugueses.

Numa nota publicada na página da Presidência na internet, o chefe de Estado apresenta as "mais sentidas condolências à família, amigos e a todos os que com ele partilharam vida e caminho".

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"Ao longo da sua vida, Cândido Mota foi redescobrindo a sua profissão de locutor, apresentador e ator, reinventando caminhos para si próprio, com entusiasmo e sentido de propósito", refere.

"A sua voz inconfundível acompanhou-nos durante muitos anos e permanecerá na nossa memória coletiva", acrescenta.

António José Seguro assinala também que, em todas as etapas do seu percurso, Cândido Mota "combinou, de forma singular, uma genuína preocupação pelo outro com o humor, deixando uma marca de proximidade e humanismo em todos aqueles com quem trabalhou e conviveu, destacando-se pela forma como, no 'Passageiro da Noite', dava voz a quem não a tinha".

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O antigo locutor de rádio Cândido Mota morreu este domingo de madrugada, aos 82 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado, disse à Lusa fonte familiar. Cândido Mota, que estava doente há algum tempo, morreu "sem sofrimento, rodeado da família e amigos próximos", acrescentou Teresa Mota, filha do apresentador, não revelando mais detalhes.

Cândido Soares Pinto da Mota, nascido a 28 de setembro de 1943, em Espinho, e uma das vozes mais marcantes da história da rádio e precursora dos programas interativos, de que é exemplo maior "O passageiro da noite", encontrava-se internado no Hospital de Santa Maria desde o dia 13 de abril, tendo chegado a ser falsamente noticiada a sua morte alguns dias depois.

O radialista, que se destacou na apresentação de vários programas, viu a sua fama crescer ao iniciar uma colaboração duradoura com Herman José na televisão. Contudo, nos últimos anos afastou-se da vida mediática e atualmente residia na Casa do Artista, em Lisboa.

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