Seguro evoca Luís Represas durante discurso em Cabo Verde
Evocação foi feita com "um duplo sentimento" de quem "perde um amigo", mas também de um chefe de Estado "que se curva perante a sua memória".
O Presidente da República, António José Seguro, evocou esta quarta-feira o cantor Luís Represas durante um discurso numa sessão solene com que foi agraciado na Assembleia Nacional de Cabo Verde.
Com voz embargada, Seguro fez um parêntesis na sua intervenção para "evocar Luís Represas, que hoje nos deixou", um "músico de exceção com um timbre de voz inigualável" e que contribuiu para a "afirmação da língua portuguesa".
A evocação foi feita com "um duplo sentimento" de quem "perde um amigo", mas também de um chefe de Estado "que se curva perante a sua memória".
Luís Represas "tocou gerações e atravessou continentes".
"Ficará para sempre nos nossos corações. Muito obrigado, Luís. Como tantas vezes cantas-te, talvez um dia te encontre", concluiu Seguro, que já tinha divulgado esta quarta-feira de manhã uma nota de pesar no sítio oficial da Presidência da República na internet.
O cantor Luís Represas morreu esta quarta-feira aos 69 anos vítima de doença prolongada.
Luís Represas nasceu em Lisboa, em 1956. Aos 20 anos fez parte do núcleo fundador dos Trovante, que se estreou com o álbum "Chão Nosso" e ganhou dimensão nacional ao terceiro álbum, "Baile no Bosque", em 1981.
O cantor comemorava este ano os 50 anos de carreira, divididos entre os Trovante e a solo, tendo atuado em março com os companheiros de sempre, no Meo Arena, em Lisboa, e no Pavilhão Rosa Mota, no Porto. Para abril de 2027, tinha marcado dois concertos nos coliseus de Lisboa e do Porto.
Criador de canções como "Perdidamente", "Feiticeira" e "Timor", em 2005 Luís Represas foi distinguido pelo Estado Português com a Ordem de Mérito - grau de Comendador. Em 2016, recebeu a Medalha da Ordem de Timor-Leste.
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