Suzana Garcia diz que o Executivo da Amadora "sai bastante fragilizado" com o presidente da câmara constituído arguido
Vereadora do município acusa Vítor Ferreira de ter omitido que a sua casa tinha sido alvo de buscas pela PJ.
Suzana Garcia, vereadora na câmara da Amadora, considera que “o minoritário executivo socialista” que lidera o município “sai bastante fragilizado” com a constituição como arguido do autarca Vítor Ferreira. Em resposta ao CM, Suzana Garcia acusa Vítor Ferreira de ter omitido, quando questionado em assembleia municipal, “que tinha visto a sua casa particular ser alvo de buscas pela PJ” relacionadas com a Operação Imergente.
A vereadora, que concorreu às últimas autárquicas com o apoio do PSD e do CDS, garante que não vai pedir que Vítor Ferreira suspenda ou renuncie ao mandato, por respeito à “presunção de inocência”, mas confessa não estar surpreendida com as suspeitas de prevaricação que conduziram à constituição do autarca como arguido. “Espanta-me é que se fale só da indiciação de um crime e não mais”, comenta Suzana Garcia.
Vítor Ferreira é suspeito de não ter respeitado as regras da contratação pública ao recorrer a um ajuste direto de 2200 euros (mais IVA) quando contratou Duarte Moral - assessor de José Luís Carneiro e um dos detidos na Operação Imergente - para escrever um discurso para a cerimónia das comemorações do 52.º aniversário do 25 de Abril, na Amadora.
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