UGT vai entregar aos partidos propostas de alteração à reforma laboral

Para a UGT, "este é um projeto em retrocesso completo àquilo que são as leis laborais".

18 de maio de 2026 às 21:09
UGT
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O vice-presidente da UGT Rui Miranda indicou esta segunda-feira que a central sindical vai entregar aos partidos propostas de alteração à reforma laboral, que o Governo vai enviar ao Parlamento depois de ter falhado um acordo na concertação social.

"Nós entregámos um conjunto bastante alargado de propostas que irão ser entregues também na Assembleia da República, a todos os grupos parlamentares, para tentar corrigir aquilo que entendíamos que estava mal", indicou.

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Para a UGT, "este é um projeto em retrocesso completo àquilo que são as leis laborais".

Rui Miranda falava nas jornadas parlamentares do Chega, que decorrem esta segunda-feira e terça-feira em Viseu, num painel sobre a reforma laboral, no qual participou também Fernando Mateus, diretor da Associação Empresarial da Região de Viseu, Ana Rita Cavaco, antiga bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Alexandre Carvalho, presidente da Direção do SINFAP, além das deputadas Rita Matias e Catarina Salgueiro.

O dirigente sindical defendeu também que, quando se parte para uma negociação "há uma coisa que nunca se deve fazer, que é meter linhas vermelhas".

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"Nós não devemos rejeitar nenhuma proposta que nos é entregue pelo parceiro social com que estamos a negociar. Pode não haver depois negociação, pode não dar em nada, mas devemos olhar para ela, fazer propostas, contrapropostas, não é só contrapropostas, mas propostas novas", sustentou.

Sobre o banco de horas, o vice-presidente da UGT advogou que os trabalhadores precisam de "pelo menos quatro horas, para permitir que o trabalhador possa resolver assuntos inadiáveis, para tratar de algumas tarefas que são importantes, e duas horas não dá para nada disso".

Em 23 de abril, antes de as negociações com os parceiros sociais terem terminado sem acordo, o secretário-geral da UGT tinha dito que a central sindical estava preparada "para quando o diploma for para a Assembleia da República", garantindo que vão "estar na luta" e "tentar influenciar" juntos dos partidos parlamentares para que a proposta "seja melhorada".

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"Nós não vamos baixar os braços", assegurou na altura.

No mesmo painel, a deputada Rita Matias agradeceu aos membros do painel "pela ausência de preconceito ideológico e pela disponibilidade por dialogar com o Chega, apresentar soluções válidas e batalhar ao nosso lado, mesmo não se identificando a 100% com o partido".

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