Ventura vai transmitir a Seguro "preocupação com suspeitas de corrupção e conluio à volta do SIRESP"

Líder do Chega espera que António José Seguro chame "a atenção" do Governo.

26 de maio de 2026 às 19:44
André Ventura, líder do Chega Foto: Manuel de Almeida/Lusa
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O líder do Chega disse, esta terça-feira, que vai transmitir ao Presidente da República a sua preocupação com "suspeitas de corrupção e de conluio à volta do SIRESP", na esperança de que António José Seguro chame "a atenção" do Governo.

"Eu acho que as suspeitas que têm sido lançadas sobre a questão do SIRESP merecem a intervenção de todos. Eu amanhã estarei com o Presidente da República, espero poder transmitir-lhe a preocupação que há sobre as suspeitas de corrupção e de conluio à volta do SIRESP", afirmou.

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André Ventura falava aos jornalistas em Lisboa, antes da apresentação do livro "A Constituição Fluida", do constitucionalista Carlos Blanco de Morais, evento no qual participou também o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho.

De acordo com a informação divulgada pela assessoria do Chega, o Presidente da República vai receber André Ventura no Palácio de Belém na quarta-feira de manhã.

O presidente do Chega considerou que o chefe de Estado pode chamar "a atenção quer do ministro, quer dos adjuntos do ministério, que não podemos condicionar informação pública em função dos nossos interesses".

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André Ventura, que acusou a adjunta do ministro da Administração Interna de tentar condicionar as conclusões do relatório sobre o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), classificou estas alegadas ações como "graves" e afirmou que "merecem a atenção quer de um antigo primeiro-ministro, quer do Presidente da República, quer dos líderes da oposição".

"O MAI tentou esconder o que vinha no relatório do SIRESP, tentou condicionar o que vinha no relatório do SIRESP. O SIRESP não tem funcionado bem, tem funcionado contra aquilo que são os interesses da população na luta contra os incêndios, contra as tempestades", defendeu, voltando a pedir esclarecimentos do ministro Luís Neves.

Ventura disse ter "as provas de que isso aconteceu", e apontou a existência de "um email de uma adjunta do ministro da Administração Interna a pedir que se oculte informação do relatório público do SIRESP", mas remeteu a sua divulgação para o ministro da Administração Interna pelo bem da "transparência e integridade".

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Sobre o antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, o presidente do Chega considerou que os dois têm "muitas proximidades", mas não vão "estar de acordo em todas as matérias".

"Se calhar o doutor Pedro Passos Coelho não concorda, como eu, que é preciso ter reformas numa idade mais baixa, que é preciso aumentar os dias de férias. São divergências que temos, mas não mudam o essencial. No essencial, num país reformista, num país que precisa de mudanças, estamos de acordo, noutras coisas, não estamos de acordo", afirmou.

O líder do Chega defendeu também que, esta terça-feira, é "um bom dia" para o antigo primeiro-ministro "dizer se concorda com esta revisão constitucional".

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Sobre o ressurgimento de Passos Coelho, André Ventura disse ser algo positivo, considerando que "as pessoas que tiveram altos cargos no país e têm algo a dizer e têm capacidade, não devem ficar encurraladas nem desviadas no espaço público", devem "poder falar e poder dizer o que pensam", mas defendeu que "podia dizer mais e podia clarificar mais" ao que vem.

O ministro da Administração Interna esclareceu, esta terça-feira, o email enviado pela adjunta do seu gabinete, Valentina Marcelino, em que lhe pede "algumas adaptações para a versão pública" da apresentação das conclusões do relatório do grupo de trabalho criado pelo Governo para encontrar uma alternativa ao SIRESP, em que o secretário-geral adjunto do MAI era coordenador.

"Tenho vindo a perceber-me, sobretudo hoje, que colocam em causa uma atividade de comunicação do meu gabinete. Quero dizer que tive conhecimento de tudo. O que está na base é que quando há uns tempos, pouco tempo, foi apresentado o relatório feito na sequência do apagão ao SIRESP, o relatório era muito técnico, demasiadamente técnico", afirmou Luís Neves.

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