‘Vice’ de Gaia e empreiteiros ganham milhões de euros em ‘luvas’
Acusação diz que Patrocínio Azevedo obteve lucro de 7,8 milhões de euros.
Patrocínio Azevedo, ex-vice-presidente da Câmara de Gaia, poderá ter obtido 7,8 milhões de euros de lucros com o pacto criminoso que firmou com os promotores imobiliários Paulo Malafaya e o israelita Elad Dror. Quem o diz é o Ministério Público, que aponta valores de ganhos idênticos para os restantes arguidos: Malafaya ganhou 7,3 milhões de euros; Elad Dror 7 milhões e o advogado João Lopes igualmente 7,3 milhões de euros.
Na acusação agora conhecida - onde o Ministério Público imputa ao ‘ex-vice’ de Gaia cinco crimes de corrupção passiva, quatro crimes de prevaricação, um de participação económica em negócio, um de tráfico de influências, um de abuso de poderes, um de branqueamento e quatro crimes de recebimento ou oferta indevidos de vantagem.
Foi pedido o arresto dos bens dos arguidos, para tentar garantir que o Estado seja ressarcido. “É altamente provável que, ao tomarem conhecimento dos montantes cuja declaração a favor do Estado se promove, estes arguidos rapidamente diligenciem por gastar, ocultar ou movimentar quantias existentes em contas bancárias, dissipando, transferindo para terceiros ou escondendo o seu património, a fim de evitar dele se verem privados”, dizem os procuradores, que mandaram arrestar oito contas bancárias a Patrocínio Azevedo, 27 a Elad, 60 a Paulo Malafaya e nove a João Lopes. Foram ainda apreendidos vários imóveis de luxo aos arguidos, bem como uma notável frota automóvel, de dezenas de carros, como Porches e BMW.
Patrocínio Azevedo, ex-vice-presidente da Câmara de Gaia, poderá ter obtido 7,8 milhões de euros de lucros com o pacto criminoso que firmou com os promotores imobiliários Paulo Malafaya e o israelita Elad Dror. Quem o diz é o Ministério Público, que aponta valores de ganhos idênticos para os restantes arguidos: Malafaya ganhou 7,3 milhões de euros; Elad Dror 7 milhões e o advogado João Lopes igualmente 7,3 milhões de euros.Na acusação agora conhecida - onde o Ministério Público imputa ao ‘ex-vice’ de Gaia cinco crimes de corrupção passiva, quatro crimes de prevaricação, um de participação económica em negócio, um de tráfico de influências, um de abuso de poderes, um de branqueamento e quatro crimes de recebimento ou oferta indevidos de vantagem. Foi pedido o arresto dos bens dos arguidos, para tentar garantir que o Estado seja ressarcido. “É altamente provável que, ao tomarem conhecimento dos montantes cuja declaração a favor do Estado se promove, estes arguidos rapidamente diligenciem por gastar, ocultar ou movimentar quantias existentes em contas bancárias, dissipando, transferindo para terceiros ou escondendo o seu património, a fim de evitar dele se verem privados”, dizem os procuradores, que mandaram arrestar oito contas bancárias a Patrocínio Azevedo, 27 a Elad, 60 a Paulo Malafaya e nove a João Lopes. Foram ainda apreendidos vários imóveis de luxo aos arguidos, bem como uma notável frota automóvel, de dezenas de carros, como Porches e BMW.
A acusação só foi entregue em mãos aos arguidos, na cadeia, já na sexta-feira, quase 15 dias depois de ter sido deduzida. O motivo foi o arresto dos bens pedidos pelo Ministério Público, que atrasou a notificação.
DOIS ESTÃO NA CADEIA
Patrocínio Azevedo e Paulo Malafaya continuam em prisão preventiva, mais de um ano depois de terem sido detidos pela PJ do Porto. O advogado João Lopes está em domiciliária e Elad Dror prestou caução de 600 mil euros.
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