Vieira da Silva rejeita "política de saneamento"

Em causa estão as nomeações para os cargos dirigentes.

24 de fevereiro de 2016 às 12:28
Trabalho, Segurança Social, Vieira da Silva, ministros Foto: Manuel de Almeida/Lusa
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O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, rejeitou esta quarta-feira a existência de uma "política de saneamento" nas nomeações para os cargos dirigentes do ministério que tutela e rejeitou a "partidarização" dos serviços.

"O Governo não tem nenhuma política de qualquer espécie de saneamento, mas não deixaremos de adequar a lei às chefias e direções", afirmou Vieira da Silva, que está a ser ouvido na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, no âmbito da apreciação, na especialidade, do Orçamento do Estado para 2016 (OE2016).

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As afirmações de Vieira da Silva foram dirigidas à deputada do PSD, Maria das Mercês Borges, que questionou o governante sobre as alterações nas lideranças das chefias dos serviços públicos sob alçada do Ministério do Trabalho, acusando o atual executivo de partidarização nessas escolhas.

O ministro rejeitou esta acusação e asseverou que "as alterações que foram feitas, foram todas feitas no quadro da lei, nenhuma foi feita fora do quadro da lei".

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O ministro assinalou que alguns serviços do Ministério do Trabalho estiveram, nos últimos três anos, com chefias em regime de substituição "mesmo quando elas tinham sido selecionadas pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP)".

Nomeações do Instituto do Emprego e Formação Profissional

Relativamente às nomeações do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), Vieira da Silva assinalou que "houve a preocupação de colocar pessoas com experiência profissional e experiência no IEFP, e também foram mantidos nos seus postos a maioria dos dirigentes dos nomeados pelo anterior governo, mesmo estando em condições de substituição e com ligações partidárias especificas".

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O titular da pasta do Trabalho mencionou ainda, a este propósito, as declarações de um dirigente da Segurança Social - cujo nome não mencionou - e que, numa entrevista a um órgão de comunicação social, terá dito que não tinha condições para continuar com um Governo socialista.

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