Vieira da Silva rejeita "política de saneamento"
Em causa estão as nomeações para os cargos dirigentes.
O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, rejeitou esta quarta-feira a existência de uma "política de saneamento" nas nomeações para os cargos dirigentes do ministério que tutela e rejeitou a "partidarização" dos serviços.
"O Governo não tem nenhuma política de qualquer espécie de saneamento, mas não deixaremos de adequar a lei às chefias e direções", afirmou Vieira da Silva, que está a ser ouvido na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, no âmbito da apreciação, na especialidade, do Orçamento do Estado para 2016 (OE2016).
As afirmações de Vieira da Silva foram dirigidas à deputada do PSD, Maria das Mercês Borges, que questionou o governante sobre as alterações nas lideranças das chefias dos serviços públicos sob alçada do Ministério do Trabalho, acusando o atual executivo de partidarização nessas escolhas.
O ministro rejeitou esta acusação e asseverou que "as alterações que foram feitas, foram todas feitas no quadro da lei, nenhuma foi feita fora do quadro da lei".
O ministro assinalou que alguns serviços do Ministério do Trabalho estiveram, nos últimos três anos, com chefias em regime de substituição "mesmo quando elas tinham sido selecionadas pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP)".
Nomeações do Instituto do Emprego e Formação Profissional
Relativamente às nomeações do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), Vieira da Silva assinalou que "houve a preocupação de colocar pessoas com experiência profissional e experiência no IEFP, e também foram mantidos nos seus postos a maioria dos dirigentes dos nomeados pelo anterior governo, mesmo estando em condições de substituição e com ligações partidárias especificas".
O titular da pasta do Trabalho mencionou ainda, a este propósito, as declarações de um dirigente da Segurança Social - cujo nome não mencionou - e que, numa entrevista a um órgão de comunicação social, terá dito que não tinha condições para continuar com um Governo socialista.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt