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Chega propõe que Governo use verbas do PRR para ajudar inquilinos a pagar rendas

Para Ventura, esta solução é uma forma de encontrar "um equilíbrio" entre os interesses dos arrendatários e dos inquilinos.

01 de setembro de 2023 às 19:53

O Chega defendeu esta sexta-feira a utilização de verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para apoiar diretamente os inquilinos no pagamento de rendas, em formato cheque, criticando António Costa pelo envio da carta à Comissão Europeia.

À margem da abertura da terceira edição da Academia Política de Verão do partido, na Assembleia da República, André Ventura defendeu a utilização "de forma transitória" de uma parte dos fundos do PRR "numa espécie de cheque arrendamento, ou de cheque crédito à habitação".

Para o líder do Chega, "o primeiro passo a dar é o Governo português propor, juntamente com outros países, uma reestruturação dos fins do PRR - que já estão definidos com questões ambientais, de investimento público e digitalização - e que uma dessas partes, uma dessas percentagens, seja alocada ao pagamento das rendas e ao pagamento do crédito à habitação".

Para Ventura, esta solução é uma forma de encontrar "um equilíbrio" entre os interesses dos arrendatários e dos inquilinos.

O presidente do Chega comentou ainda a notícia do Expresso, segundo a qual o Governo enviou uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em que propõe que a "habitação e retenção de talentos estejam nas prioridades" do executivo de Bruxelas.

"Diria que esta carta que o primeiro-ministro escreve hoje a Bruxelas é uma capitulação e é um embaraço para Portugal, porque é assumirmos que não conseguimos resolver os nossos problemas e mais uma vez vamos de mão estendida à Europa a ver se nos ajudam agora nesta situação", criticou.

Questionado sobre em que condições as famílias deveriam receber este apoio, Ventura respondeu: "Diria que uma ordem de grandeza a partir dos 40% [de taxa de esforço] as famílias ficam sufocadas".

"Aí haveria um fundo próprio que avaliaria as condições, como acontece com a Segurança Social, sobre se a família está ou não em condições de receber esse apoio. É verdade é mais despesa e aumenta uma cultura de dependência que nós não gostamos, mas nós temos um problema para resolver amanhã", sustentou.

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