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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Joana Amaral Dias contra visitas de Zelensky para "drenar recursos"

Cabeça de lista do partido ADN às eleições europeias disse que está na altura de "baixar a tensão" do conflito na Ucrânia e encontrar "uma solução negociada".

30 de maio de 2024 às 07:53

A cabeça de lista do partido ADN às eleições europeias, Joana Amaral Dias, manifestou-se esta quinta-feira contra as visitas do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a Portugal, Bélgica e Espanha, considerando estar "a drenar os recursos".

"Aquilo que nós assistimos ontem, este périplo, o Zelensky na Bélgica, em Espanha e em Portugal para ir buscar mais armamento e drenar também os nossos recursos, porque estamos também a drenar os hospitais portugueses, as escolas portuguesas, etc., para acrescentar mais caças, mais armas... Nós a isso dizemos não", afirmou Joana Amaral Dias.

Falando aos jornalistas junto à Igreja dos Anjos, em Lisboa, onde está a pernoitar para alertar para a complexidade da temática da imigração, a candidata disse que está na altura de "baixar a tensão" do conflito e encontrar "uma solução negociada".

"O Zelensky voltou a recusar muito recentemente a possibilidade de voltar a negociar. Na semana passada, Putin voltou a dizer que estava disponível para negociar e Zelensky voltou a fechar portas. Acho que está na altura de, efetivamente, procurarmos harmonia", salientou.

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, e o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assinaram na terça-feira um acordo de cooperação e segurança que prevê que Portugal forneça a Kiev apoio militar de pelo menos 126 milhões de euros este ano, incluindo contribuições financeiras e em espécie.

Joana Amaral Dias disse ainda que a Ucrânia "teria de ser sempre devidamente apoiada" caso integrasse a União Europeia (UE), sendo que "os fundos e a contribuição dos cidadãos europeus seriam extremamente onerosos".

"Nesta situação em particular, no apoio militar, na escalada bélica à qual nós assistimos, nos estamos frontalmente e radicalmente contra. Nós estamos perante um conflito que envolve quatro potências nucleares. Se não é introduzida a paz, se não é introduzida a diplomacia, se não é introduzido o diálogo e a mesa das negociações, este conflito pode ser o conflito final. Este vórtice, esta vertigem, que [Ursula] von der Leyen ou Sebastião Bugalho, desde Marta Temido a [Jens] Stoltenberg, nos querem empurrar, é absolutamente irresponsável. É apenas a engorda do 'lobby' armamentista", precisou.

A candidata acrescentou que as "sanções à economia russa falharam redondamente", realçando que "continua pujante e cheia de vitalidade" e que "existem vários truques para fazer chegar na mesma o dinheiro à Rússia, através da transação petrolífera".

A economia russa cresceu 5,4% no primeiro trimestre deste ano face ao mesmo período de 2023, informou em 27 de abril o Ministério do Desenvolvimento Económico, que reviu em alta as previsões de crescimento para este ano.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que tinha atingido 4,8% em janeiro e 7,6% em fevereiro, desacelerou para 4,2% em março, segundo o relatório do ministério.

 

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