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Presidente da República pede explicação rápida sobre mortes por atraso no socorro do INEM

Em menos de 48 horas, morreram três pessoas que ligaram para o INEM a pedir socorro e os meios não terem chegado a tempo.

08 de janeiro de 2026 às 21:15

O Presidente da República pediu esta quinta-feira uma explicação o mais rápido possível sobre os casos de mortes que ocorreram sem que tivesse chegado socorro do INEM, defendendo que os portugueses precisam de certezas nesta matéria.

Em declarações transmitidas no "Jornal Nacional" da TVI, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que tem de haver "uma explicação, um esclarecimento, o mais rápido possível", sem especificar - no excerto que foi transmitido - por parte de quem.

"Eu sei que não é fácil para se saber exatamente o que se passou, mas o deixar passar muito tempo é negativo para a reação da opinião pública", advertiu.

Num outro excerto transmitido pela TVI, o chefe de Estado referiu que "o senhor primeiro-ministro já anunciou hoje que há mais ambulâncias" e disse esperar que "estejam localizadas onde devem ser localizadas, que haja uma capacidade de resposta".

"Se há problemas a resolver em termos financeiros, que sejam resolvidos; se há problemas operacionais, que sejam resolvidos, porque as pessoas precisam de certezas, precisam realmente de esclarecimento e de certezas, como quem diz: se isto me acontecer a mim?", acrescentou.

Em declarações transmitidas no "Jornal da Noite" da SIC, sobre o mesmo assunto, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que "há um problema de comunicação" e que "tem de se esclarecer o que se passou", referindo que "num caso o presidente do INEM fê-lo, nos outros isso não foi feito imediatamente".

O Presidente da República realçou a mensagem de que "esse esclarecimento é muito importante" e chamou a atenção para "problemas de coordenação" dentro do sistema de saúde.

Depois, Marcelo Rebelo de Sousa falou do futuro que se segue ao fim do seu mandato, acentuando a responsabilidade do primeiro-ministro, Luís Montenegro, aquilo ao que "é preciso fazer no Governo".

"Há lugar para pôr de pé o que é que preciso pôr de pé, para que isto funcione de uma maneira diferente. Depois, o que se passa a seguir? Haverá um Presidente da República diferente, haverá um primeiro-ministro que decidirá. É o primeiro-ministro que decide permanentemente sobre aquilo que é preciso fazer no Governo", disse.

Durante esta semana, pelo menos três pessoas morreram depois de terem ligado para o INEM a pedir socorro e os meios não terem chegado a tempo.

O INEM abriu auditorias e invocou a falta de meios e a retenção de macas nos hospitais que as impede de ir atender a outras ocorrências.

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