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Abaixo-assinado “é um truque”

"São truques, já não estamos a falar em política", afirmou ontem ao CM o presidente da distrital de Lisboa do PSD, Carlos Carreiras, quando confrontado com um abaixo-assinado para pedir a sua demissão do cargo. <br/><br/>

09 de agosto de 2009 às 00:30

O dirigente assegurou ao CM não ter conhecimento de quem são os mentores do abaixo-assinado, desconfiando de que o documento nem exista. Seja como for, há cerca de 1250 delegados no distrito de Lisboa e, se forem cem a subscrever o documento, o universo "não chega aos 10 por cento" do total, frisou o dirigente.

Mas as críticas a Carreiras subiram de tom esta semana com uma baixa na equipa, a de um vogal da distrital, Fernando Ferreira, além de uma carta aberta da JSD-Lisboa, liderada por Paulo Gomes Pereira, a criticar Carlos Carreiras pelo seu ataque à líder do partido, pela inclusão de António Preto e Helena Lopes da Costa nas listas para as Legislativas.

É neste cenário que esta semana o PSD vai aprovar as listas às Autárquicas para todo o distrito.

A norte, o presidente da distrital do Porto, Marco António, envia amanhã uma carta aos seus 35 mil militantes na qual apela à unidade "para que [os militantes] se envolvam activamente nos combates políticos".

Já Manuela Ferreira Leite, sob fogo cruzado, não tem agenda neste fim-de-semana e tem-se mantido em silêncio.

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