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ADN critica custo de vida em Portugal e propõe fim da taxa de carbono

Alternativa Democrática Nacional considera que o custo de vida dos portugueses "é escandaloso".

07 de maio de 2025 às 19:09

A Alternativa Democrática Nacional (ADN) considerou esta quarta-feira que o custo de vida dos portugueses "é escandaloso", em comparação com o dos espanhóis, e propôs o fim da taxa de carbono para aliviar o preço dos combustíveis.

Em Portugal, desde antes da pandemia, "os preços subiram 10 vezes mais do que os salários" e "as pessoas estão entre pagar o supermercado ou a casa, pagar o supermercado ou a farmácia", afirmou Joana Amaral Dias, cabeça de lista da ADN por Lisboa.

Joana Amaral Dias, que falava à agência Lusa em Elvas, no distrito de Portalegre, disse ter cruzado a fronteira para o lado de Espanha e visitado a cidade espanhola de Badajoz para comparar o custo de vida nos dois países.

"Do outro lado da fronteira, apesar de tudo, os preços estão muito mais contidos" e há muitos portugueses que se "vão abastecer ao outro lado", realçou.

Em Espanha, segundo a candidata, os combustíveis são "10% a 20% mais baratos, uma bilha de gás é metade do preço e mesmo no cabaz básico alimentar encontram-se coisas muito mais baratas", quando o salário médio espanhol "é 40 % mais alto que o português".

"É evidente que o povo português está a ser roubado", afirmou, atribuindo culpas pela subida da inflação ao plano europeu para atenuar o impacto económico da pandemia de covid-19 e ao aproveitamento por parte das grandes cadeias de supermercado.

Em relação ao preço dos combustíveis, a cabeça de lista da ADN por Lisboa propôs "acabar com a taxa de carbono", por considerar que "não faz sentido absolutamente nenhum e pesa sobre o preço final" da gasolina e do gasóleo.

Acompanhada por Bruno Fialho, presidente da ADN, Joana Amaral Dias visitou o quartel dos Bombeiros de Elvas, onde se inteirou das dificuldades da corporação com o comandante, Paulo Moreiras, e o presidente da associação humanitária, Amadeu Martins.

Um dos assuntos abordados com os elementos da corporação foi o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), a propósito das falhas ocorridas durante o apagão energético do dia 28 de abril.

"Em muitas zonas do interior de Portugal, o SIRESP não funciona, não tem sinal e isto é inadmissível, porque há imensas pessoas, idosos, crianças, famílias, que estão à mercê, apesar de todo o dinheiro que foi drenado", criticou.

Joana Amaral Dias ironizou ao dizer que, agora, "a grande solução milagrosa" para o SIRESP "é constituir mais um grupo de trabalho", antevendo a criação de "mais uns tachos para fazerem um trabalho que já devia estar feito há anos".

Num gesto simbólico, Joana Amaral Dias e Bruno Fialho entregaram nesta corporação de bombeiros algumas paletes de águas e apelaram aos portugueses para fazerem donativos e apoiarem as corporações por todo país.

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