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Correio da Manhã

Política
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André Silva admite “registo de geringonça” por parte do PAN

Partido teve no domingo mais do dobro dos votos face às legislativas.
29 de Maio de 2019 às 09:06
André Silva, deputado e porta-voz do PAN (à esq.), está disponível para negociar eventual apoio a um governo PS
António Costa
Pedro Marques e António Costa no discurso de vitória nas eleições
André Silva, deputado e porta-voz do PAN (à esq.), está disponível para negociar eventual apoio a um governo PS
António Costa
Pedro Marques e António Costa no discurso de vitória nas eleições
André Silva, deputado e porta-voz do PAN (à esq.), está disponível para negociar eventual apoio a um governo PS
António Costa
Pedro Marques e António Costa no discurso de vitória nas eleições
André Silva, líder do partido e único deputado no Parlamento português do Pessoas-Animais-Natureza (PAN) na Assembleia da República, garante que está disponível para negociar um eventual apoio parlamentar ao governo que vencer as eleições legislativas marcadas para 6 de outubro deste ano.

O porta voz do partido ecologista reagiu desta forma às declarações de António Costa, secretário-geral do PS, que enfatizou a "excelente relação" dos socialistas com o PAN e referiu que a relação de "grande proximidade pode continuar" após as próximas legislativas.

"Um partido político serve para ocupar uma posição de poder ou para influenciar o poder. E esse é o papel do PAN neste momento, como os portugueses têm visto ao longo destes quatro anos. E é aquilo que queremos continuar a fazer, com mais força e mais expressão. Influenciar quem está no poder, quem ganha as eleições, num registo de geringonça, nunca num registo de Governo", afirmou André Silva, em entrevista à SIC Notícias, a pretexto da entrada deste partido numa eventual solução de apoio a um futuro Executivo.

O PAN mais do que duplicou nas eleições europeias do passado domingo os votos que tinha obtido nas legislativas de 2015, passando de aproximadamente 75 mil para 165 mil votos, e destacou-se como a sexta força política mais votada.

O partido elegeu também pela primeira vez um eurodeputado, Francisco Guerreiro.

Pormenores
Resultados já são finais
Com a conclusão, esta terça-feira, da contagem dos votos para as eleições europeias de domingo, foram também oficialmente fechados os resultados dos diferentes partidos. O PS venceu as eleições com 33,38% e elegeu nove eurodeputados, enquanto o PSD ficou com 21,94% e seis mandatos.

Nove socialistas
Pedro Marques, Maria Manuel Leitão Marques, Pedro Silva Pereira, Margarida Marques, André Bradford, Sara Cerdas, Carlos Zorrinho, Isabel Santos e Manuel Pizarro são os nove eurodeputados do PS.

Seis sociais-democratas
Paulo Rangel, Lídia Pereira, José Manuel Fernandes, Maria da Graça Carvalho, Álvaro Amaro e Cláudia Aguiar são os seis sociais-democratas que vão sentar-se no Parlamento Europeu.

Bloco e PCP com dois
A terceira força política mais votada no domingo foi o Bloco de Esquerda, que, com 9,82% dos votos, elegeu Marisa Matias e José Gusmão. Em quarto lugar ficou a CDU, com 6,88% e dois eurodeputados eleitos: João Ferreira e Sandra Pereira.

CDS-PP e PAN com um
O CDS-PP reelegeu Nuno Melo, com 6,19% dos votos, e o PAN, com 5,08%, leva pela primeira vez um deputado para o Parlamento Europeu: no caso, Francisco Guerreiro.
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