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António Vitorino não gostou de ser ministro

António Vitorino recusou fazer parte do governo de José Sócrates, porque não gostou da experiência de ser ministro. O antigo responsável pela pasta da Defesa de António Guterres justifica assim o “não” dado ao primeiro-ministro indigitado para fazer parte do XVII governo constitucional.

07 de março de 2005 às 08:13

“Não gostei de ser ministro. Ninguém acredita, mas é a verdade. Foi uma experiência enriquecedora, mas não gostei. Prefiro servir o país como parlamentar”, confessou António Vitorino ao “Diário Económico”, acrescentando que Sócrates já conhecia esta posição.

O ex-comissário europeu afirma que a decisão de não integrar o executivo foi tomada antes das eleições, sendo que, de acordo com o DE, Sócrates voltou a insistir no convite, após serem conhecidos os resultados eleitorais que deram a maioria absoluta ao PS, sem, no entanto, o conseguir demover.

António Vitorino revelou ainda ao DE que também foi sondado para assumir o cargo de Alto Comissário para os Refugiados em Genebra, posto que também recusou, pelo facto de a “família estar cansada de andar com a casa às costas”. “Se fosse solteiro, não tenho dúvidas, já lá estava”, acrescentou.

Quanto à sua eventual candidatura às Presidência da República, o antigo comissário europeu respondeu simplesmente que não é candidato a candidato, sublinhando que trouxe de Bruxelas um livro sobre Justiça que gostava de terminar.

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