Garantia deixada pelo líder parlamentar dos sociais-democratas, Luís Montenegro.
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O líder parlamentar do PSD afirmou, hoje, em Melgaço que o partido é, no país, o "mais mobilizado" para as eleições autárquicas e "não passou pela vergonha" do PS com a coligação à Câmara do Porto.
"O PSD será o partido mais adiantado nessa questão e não teve que passar pela vergonha por que passaram outros, nomeadamente o Partido Socialista que na segunda cidade do país se viu na contingência de ser enxotado para fora de uma coligação que já tinha apresentado, com grande aparato e ter de ir, agora, a reboque dos acontecimentos arranjar uma candidatura de circunstância, fragilizada à partida", afirmou Luís Montenegro.
O líder parlamentar do PSD, que falava à agência Lusa, à margem do jantar de apresentação do candidato do partido à Câmara de Melgaço referia-se aos 58 acordos de coligação com vários partidos, hoje aprovados pela Comissão Política Nacional do PSD, 42 dos quais em exclusivo com o CDS-PP e apenas cinco sem os democratas-cristãos.
"Temos vindo a afirmar um processo autárquico com muita serenidade e muita capacidade de gerarmos boas candidaturas e bons candidatos", sustentou, adiantando que "o PSD é o partido mais mobilizado no país do ponto de vista autárquico".
"Estamos com uma grande dinâmica. Para aqueles que andaram a prognosticar um mau resultado para PSD, com exemplos destes multiplicados pelo país nós vamos mostrar a vitalidade e a força deste grande partido que é o PSD", referiu.
Das 58 coligações aprovadas hoje - as primeiras com o processo totalmente concluído - apenas cinco não incluem o CDS-PP: em Leiria o PSD concorre coligado apenas com o MPT, na Covilhã (Castelo Branco), Felgueiras e Porto (distrito do Porto) avança coligado com o PPM e no Cartaxo (Santarém) apresenta-se às autárquicas em conjunto com o partido Nós, Cidadãos!.
Hoje foram aprovadas 40 coligações PSD/CDS-PP: cinco no distrito de Braga (Amares, Barcelos, Fafe, Vila Nova de Famalicão e Vizela), uma no de Bragança (Vinhais), duas no de Castelo Branco (Vila Velha de Ródão e Idanha-a-Nova), uma no de Coimbra (Góis), três em Évora (Estremoz, Portel e Redondo), três em Faro (Alcoutim, Castro Marim e Loulé), duas em Leiria (Bombarral e Figueiró dos Vinhos), quatro em Lisboa (Alenquer, Cascais, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras), uma em Portalegre (Nisa), seis no Porto (Amarante, Gondomar, Lousada, Valongo, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia), três em Santarém (Ourém, Rio Maior e Salvaterra de Magos), três em Setúbal (Montijo, Palmela e Sesimbra), uma no de Vila Real (Montalegre) e cinco no de Viseu (Castro Daire, Oliveira de Frades, Santa Comba Dão, Tabuaço e Vila Nova de Paiva).
Foram aprovadas outras duas coligações exclusivas com os democratas-cristãos, mas lideradas pelo CDS-PP: uma em Constância (Santarém) e outra em Alcochete (Setúbal).
A Comissão Política Nacional do PSD aprovou ainda seis coligações com CDS-PP e MPT, quatro das quais no distrito de Faro (Aljezur, Lagos, São Brás de Alportel e Vila do Bispo), uma no distrito de Leiria (Marinha Grande) e uma no de Setúbal (Moita).
Foi ainda aprovada a coligação PSD/CDS-PP/PPM a Braga e duas coligações PSD/CDS/MPT/PPM, a Faro e a Vila Franca de Xira (Lisboa).
A Comissão Política do PSD aprovou ainda a coligação PSD/CDS/MPT/PPM/PPV a Guimarães (Braga) e a coligação a Portimão (Faro) liderada pelo CDS-PP e que inclui igualmente o MPT e o PPM.
O coordenador nacional do PSD, Carlos Carreiras, afirmou em março que o partido esperava chegar às 140 coligações com o CDS-PP e outras forças políticas, contra as 94 das eleições de 2013 (87 apenas com os centristas).
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