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Correio da Manhã

Política
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BE apresenta projeto-lei sobre acesso às reformas das longas carreiras contributivas

Partido avançou com o debate potestativo (obrigatório) com caráter de urgência, marcado para quarta-feira.
Lusa 8 de Abril de 2018 às 16:17
Catarina Martins
Catarina Martins
Catarina Martins
Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda
Catarina Martins
Catarina Martins
Catarina Martins
Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda
Catarina Martins
Catarina Martins
Catarina Martins
Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda
A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, anunciou este domingo que o partido apresenta na quarta-feira no parlamento um projeto-lei com "o compromisso não cumprido do Governo da segunda fase para acesso às reformas das longas carreiras contributivas".

Em causa está a "concretização da segunda fase da revisão do regime de reformas antecipadas por flexibilização, eliminando a dupla penalização aos 63 anos para os pensionistas com longas carreiras contributivas", que entrou na Assembleia da República na sexta-feira.

O BE avançou com o debate potestativo (obrigatório) com caráter de urgência, já marcado para quarta-feira, a partir das 15h00.

Segundo Catarina Martins, com a votação deste projeto-lei, "o que está em causa é, nem mais nem menos, [saber] se o PS cumpre a expectativa que criou junto de quem trabalha há mais de 40 anos e tem direito à sua reforma".

O PS vai "cumprir o compromisso do seu Governo e votar a proposta que o BE leva a votos (...), ou não vai cumprir a expectativa que criou e chumbar o projeto do BE", sublinhou.

A coordenadora do BE salientou que o que vai a votos "não é a proposta do BE" sobre esta matéria, não porque o partido tenha desistido dela, "mas porque, não havendo maioria por ela", faz agora o seu "passo da convergência, que é exigir ao Governo que, pelo menos, cumpra a 2.ª fase das longas carreiras contributivas", que tinha prometido para janeiro deste ano.

Para o BE, "é absurdo" dizer "às pessoas que a reforma está cada vez mais longe e que se já não quiserem trabalhar têm pelo menos três cortes na sua pensão para a sustentabilidade da Segurança Social".

"O que é isto? Que absurdo", exclamou, acrescentando que "a única coisa que ataca a sustentabilidade da Segurança Social é emprego, como está à vista".

A bloquista, que falava num almoço na cantina da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, no âmbito das comemorações do 19.º aniversário do partido, considerou que o BE mudou a esquerda ao ter provado que quando se juntam lutas não se enfraquece nenhuma.

"Cada vez que se deixou ficar a dignidade de alguém, uma luta pela igualdade para trás, ficaram todas as lutas a perder. Cada vez que juntamos forças, pela dignidade de todos, pela igualdade de todas, fizemos caminho. E essa esquerda, a esquerda hoje em Portugal, a esquerda na Europa é diferente, porque o BE foi capaz de a mudar", disse.
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