page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

BE pede demissão da ministra do Trabalho após rejeição da reforma laboral

Fabian Figueiredo acusou ainda o líder do Chega de "protagonizar a cambalhota do século", ao ter acabado por votar contra a iniciativa.

19 de junho de 2026 às 15:56

O deputado único do BE, Fabian Figueiredo, pediu esta sexta-feira a demissão da ministra do Trabalho, após a rejeição da proposta de lei de alteração à lei laboral.

"Quem hoje pensa em arrogância ouve Maria Palma Ramalho. Talvez devesse aproveitar o sinal que Portugal deu ao rejeitar o pacote laboral e aproveitar para se deslocar para fora do Governo", afirmou.

O deputado bloquista falava aos jornalistas na Assembleia da República, numa reação ao 'chumbo' da proposta do Governo para alterar a lei laboral.

"Hoje é um dia bom, vencemos. O pacote laboral foi parar onde devia, ao caixote do lixo", disse Fabian Figueiredo, considerando que "isso aconteceu porque milhares de portugueses se mobilizaram, deixando claro que o Governo estava isolado" na defesa da proposta.

O deputado único do BE acusou ainda o líder do Chega de "protagonizar a cambalhota do século", ao ter acabado por votar contra a iniciativa.

Também numa declaração aos jornalistas na Assembleia da República, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou que hoje "é dia de uma grande vitória dos trabalhadores" e considerou que seria "a força dos trabalhadores que ia determinar o desfecho deste processo".

O coordenador do Livre, Rui Tavares, comparou o Chega a um escorpião, que "anda aos ziguezagues" e "tem na sua natureza dar a ferroada e instilar o seu veneno e matar quem se arriscou a confiar nele".

"Alguns políticos, à última da hora, deram a sua revienga, a sua cambalhota, o seu malabarismo, o seu número de circo, como assistimos a muitos nos últimos dias. Mas depois tiveram medo, tiveram medo daquilo que iria acontecer", criticou, considerando que "quando as sondagens falam, quando as greves falam, a rua fala, quando o povo fala, a direita volta a dividir-se".

Rui Tavares considerou que o Governo deveria "ter-se apresentado ao parlamento para discutir trabalho a sério com todos os partidos que tinham propostas sobre esse assunto e deixar que essa discussão se fizesse na especialidade".

Para a deputada única do PAN, "ficou claro que a estratégia do PSD é negociar com o Chega", acusando o Chega de não ser "um parceiro confiável".

Inês de Sousa Real disse esperar que o "Governo e o PSD tenham aprendido a lição perante aquilo que são as cambalhotas de conveniência eleitoralista do Chega".

A líder do PAN alertou também o Governo que "uma negociação do Orçamento do Estado que não seja feita com as demais forças políticas deste hemiciclo do espetro democrático será claramente um erro para o país".

A proposta do Governo para rever a legislação laboral foi hoje chumbada, na generalidade, com os votos contra do Chega e da esquerda parlamentar, após o partido de André Ventura não ter alcançado um acordo com o PSD.

O texto contou apenas com os votos a favor dos partidos que suportam o Governo (PSD-CDS-PP) e da IL. PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP juntaram-se nos votos contra da bancada do Chega.

O parlamento rejeitou também projetos de lei do Chega, IL, Livre, BE, PAN e JPP, visando nomeadamente os despedimentos, a parentalidade, o aumento dos dias de férias ou o trabalho noturno ou por turnos.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8