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BE repudia "ataque cobarde" dos EUA e Israel contra o Irão e exige ao Governo português "condenação clara"

"Quero começar por condenar de maneira clara, inequívoca, veemente, o ataque cobarde feito esta madrugada por Israel e pelos Estados Unidos ao Irão", referiu José Manuel Pureza.

28 de fevereiro de 2026 às 14:27

O coordenador nacional do BE, José Manuel Pureza, repudiou este sábado o "ataque cobarde e odioso" dos Estados Unidos da América e Israel ao Irão, exigindo ao Governo português uma "condenação clara".

"Quero começar por condenar de maneira clara, inequívoca, veemente, o ataque cobarde, o ataque odioso, feito esta madrugada por Israel e pelos Estados Unidos ao Irão", condenou José Manuel Pureza, num almoço, em Lisboa, que assinalou o 27.º aniversário da fundação do BE.

O dirigente bloquista recordou a trajetória do partido ao longo dos últimos 27 anos, lembrando que a luta contra a guerra "foi uma das primeiras e mais importantes bases de lançamento" do BE.

"A primeira vez que uma bandeira deste Bloco saiu à rua foi para denunciar a guerra: nem mais um soldado para os Balcãs", recordou.

Pureza lembrou ainda o conflito na Ucrânia e salientou que "horas depois da invasão" o partido mobilizou-se em frente à embaixada russa em Lisboa, para "denunciar a invasão e os imperialismos".

O ex-vice presidente da Assembleia da República argumentou que o BE denuncia "ataques à autodeterminação dos povos em todo o lado: dos Balcãs a Timor-Leste, do Iraque ao Sahara Ocidental, da Ucrânia à Palestina e tantos casos mais".

Pureza acrescentou ainda que "sobre cada uma destas agressões houve sempre alguns e às vezes uns, outras vezes outros, que escolheram, em algum momento, o silêncio", mas o BE "falou sempre".

"É com essa coerência de quem nunca se calou que hoje aqui dizemos que os bombardeamentos dos Estados Unidos e do governo genocida de Israel contra o Irão são um ataque cobarde, são um ataque inaceitável à República do Irão e daqui exigimos ao governo português a condenação clara deste ataque vil à República do Irão", afirmou.

Israel e EUA lançaram hoje um ataque contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e países vizinhos, como Arábia Saudita, Bahrein e Qatar.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o seu país iniciou "grandes operações de combate no Irão" e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque tem como objetivo "eliminar uma ameaça" representada pelo regime iraniano.

Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros recomendou aos portugueses que estão na região do Médio Oriente que permaneçam em casa, cumpram as recomendações das autoridades locais e, em caso de emergência, contactem as embaixadas ou consulados.

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