Presidente do Governo açoriano defendendo que os Açores são uma região com "centralidade crescente" nas áreas da segurança, defesa, conectividade digital e investigação científica.
O presidente do Governo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro, disse esta terça-feira que os Açores estão a afirmar-se como uma "plataforma atlântica de oportunidades" e os atuais desafios exigem uma governação com "visão estratégica e capacidade de planeamento".
José Manuel Bolieiro afirmou, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, que os Açores estão a "afirmar-se como uma plataforma atlântica de oportunidades", defendendo uma região com "centralidade crescente" nas áreas da segurança, defesa, conectividade digital, investigação científica, energia, economia azul, economia verde e economia espacial.
"O [Oceano] Atlântico voltou ao centro das prioridades internacionais", declarou, acrescentando que os Açores, apesar da ultraperiferia no contexto europeu continental, assumem uma posição central no Atlântico Norte e nas relações transatlânticas.
Para o governante, essa realidade representa simultaneamente responsabilidade e oportunidade para a região, para Portugal, para a União Europeia e para a NATO.
"Não queremos uns Açores como sendo apenas uma região de necessidades. Queremos fazer valer os Açores como uma região de oportunidades", afirmou Bolieiro na sessão de abertura da Conferência das Regiões - Ponta Delgada, promovida pelo Diário de Notícias e pelo Açoriano Oriental.
Na sua intervenção, o líder do executivo açoriano também considerou que os atuais desafios internacionais, marcados pela instabilidade geopolítica, pelas transformações tecnológicas, pela transição climática e energética e pela reorganização das prioridades globais, "exigem uma governação com visão estratégica e capacidade de planeamento a médio e longo prazo".
"O futuro da prosperidade dos Açores assentará na sua diversificação económica, na sua sustentabilidade e na valorização do nosso posicionamento estratégico no Atlântico", afirmou, citado numa nota do executivo regional.
O presidente do Governo Regional destacou, ainda, o papel do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) como "instrumento decisivo" de transformação estrutural da região, lembrando que representa uma dotação global de 725 milhões de euros.
Indicou que, até ao final de 2025, foram aprovadas 9.455 candidaturas, lançados 49 avisos de concurso e colocadas em execução ou concluídas 60 empreitadas, num investimento superior a 266 milhões de euros.
O governante apontou também os indicadores económicos e sociais alcançados nos últimos anos, referindo que o Produto Interno Bruto (PIB) regional cresceu cerca de 36,6% entre 2019 e 2025 e a taxa de desemprego desceu para valores inferiores à média nacional.
Na área do turismo, destacou a consolidação do setor como um dos motores da economia açoriana, "representando atualmente cerca de 17% do PIB regional, 16% do emprego e 20% do Valor Acrescentado Bruto".
A concluir a intervenção, sublinhou que os Açores "não podem olhar o futuro com medo", mas antes com "ambição estratégica, com confiança e com sentido coletivo".
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