Valor supera em três mil milhões de euros a última estimativa divulgada, durante a primeira audição de Pete Hegseth, em 29 de abril, perante os congressistas norte-americanos em Washington.
A guerra contra o Irão já custou 29 mil milhões de dólares (24,7 mil milhões de euros) aos Estados Unidos, revelou esta terça-feira o responsável financeiro do Pentágono, no dia de uma nova audição do secretário da Defesa no Congresso.
Este valor supera em quatro mil milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros) a última estimativa divulgada, durante a primeira audição de Pete Hegseth, em 29 de abril, perante os congressistas norte-americanos em Washington.
"O Estado-Maior Conjunto e o controlador [financeiro] estão constantemente a rever as estimativas, e agora acreditamos que está mais próximo dos 29 mil milhões de dólares", explicou o diretor financeiro Jules Hurst, que esteve presente ao lado de Pete Hegseth.
A audição no Capitólio, a que se juntou também o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, acontece no mesmo dia em que foi divulgado que o Índice de Preços no Consumidor (IPC) dos Estados Unidos subiu em abril para 3,8% em relação ao ano anterior.
Trata-se do nível mais elevado desde maio de 2023 e ligeiramente acima das previsões do mercado, que antecipavam preços mais elevados da energia devido à guerra no Irão.
Neste contexto económico, o secretário da Defesa foi esta terça-feira chamado para ser ouvido perante a Câmara dos Representantes e o Senado sobre o pedido orçamental de 1,5 biliões de dólares (1,2 biliões de euros) do Pentágono para o próximo ano, que não inclui a verba específica para cobrir os custos da guerra, aguardada pelo Congresso há semanas.
Tanto democratas como republicanos exigem que o Pentágono apresente o pedido de imediato para que o órgão legislativo possa monitorizar a evolução da intervenção militar, que ainda não foi autorizada pelo Congresso.
"O Congresso precisa de saber quanto dinheiro é necessário para financiar as atividades operacionais, a manutenção dos navios em operação, o reabastecimento de munições e equipamentos perdidos, os custos de combustível e as reparações nas instalações americanas na região", avisou a congressista democrata Betty McCollum.
No entanto, o orçamento detalhado ainda não foi entregue, e Hegseth também não o esclareceu na sua audição, afirmando apenas que apresentaria ao Congresso o que considerassem "necessário".
A presença do governante no Capitólio acontece numa altura em que o cessar-fogo em vigor com o Irão se encontra no seu ponto mais frágil, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter classificado a resposta de Teerão à proposta de paz de Washington como "totalmente inaceitável".
Trump disse esta terça-feira que não tem pressa em chegar a um entendimento que não vá ao encontro dos objetivos da guerra iniciada em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel, argumentando que o bloqueio naval das costas e portos iranianos lhes dá vantagem no diálogo.
Desde o início da ofensiva israelo-americana, o Irão mantém sob ameaça militar o estreito de Ormuz, por onde passavam cerca de 20% dos hidrocarbonetos mundiais antes da guerra, fazendo disparar os preços internacionais.
Depois do fracasso da única ronda negocial formal, em Islamabad (Paquistão) em 11 de abril, os Estados Unidos impuseram pelo seu lado um bloqueio naval aos portos iranianos, como uma tentativa de asfixiar a economia da República Islâmica.
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