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Índia pede aos cidadãos economia de combustível devido à guerra

País evitou até agora repercutir o custo total do aumento de preços dos combustíveis nos consumidores.

11 de maio de 2026 às 13:12

O primeiro-ministro indiano pediu à população que reduza o consumo de combustível e limite o envio de encomendas para proteger a economia do país contra os efeitos da guerra do Irão, divulgou esta segunda-feira a imprensa internacional.

"Devemos reduzir o nosso consumo de gasolina e gasóleo (...), vamos utilizar o metro sempre que houver um. Se for absolutamente necessário ir de carro, vamos tentar encher o depósito e dar boleia a outras pessoas. Se precisarmos de enviar mercadorias, devemos tentar enviá-las de comboio", pediu Narendra Modi durante um discurso no domingo, citado pela agência de notícias EFE.

Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques em 28 de fevereiro contra o Irão, que retaliou contra países do Médio Oriente com interesses norte-americanos, levando ao encerramento também do estreito de Ormuz. Um cessar-fogo foi declarado em 8 de abril, mas as negociações de paz continuam sem apresentar resultados concretos.

Embora o petróleo tenha ultrapassado a marca dos 100 dólares por barril devido ao encerramento do estreito de Ormuz, a Índia evitou até agora repercutir o custo total do aumento de preços nos consumidores.

No entanto, os meios de comunicação locais preveem que o governo decrete um aumento de preços nos próximos dias para conter os enormes prejuízos acumulados pelas distribuidoras estatais de combustíveis.

O encerramento do estreito de Ormuz, uma artéria vital para o comércio global de energia, também pressionou o fornecimento de fertilizantes e gás na Índia.

Em resposta, Modi pediu aos agricultores que reduzissem o uso de fertilizantes para que a agricultura não dependesse das importações e para preservar as reservas cambiais.

"A compra de ouro é outra área onde se utiliza moeda estrangeira extensivamente. No interesse nacional, devemos decidir não comprar ouro durante um ano", declarou o primeiro-ministro, provocando esta segunda-feira uma queda acentuada nas ações neste setor.

"O mesmo se aplica ao óleo alimentar. Temos de gastar moeda estrangeira na sua importação. Se cada família reduzir o consumo de óleo alimentar, será um grande contributo para o patriotismo", acrescentou.

Mais de dois meses após o início da guerra no Médio Oriente, países vizinhos como o Nepal, o Bangladesh e o Paquistão já implementaram aumentos drásticos nos preços dos combustíveis, deixando a Índia como uma das últimas grandes economias da região a adotar medidas indiretas de racionamento para evitar um colapso na balança de pagamentos.

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