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Correio da Manhã

Política
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Bruxelas e FMI arrasam contas

Luz verde ao Orçamento continua a ser negociada.
Pedro H. Gonçalves 5 de Fevereiro de 2016 às 01:00
Christine Lagarde está no cargo há cinco anos FOTO: EPA
As contas de Mário Centeno não convencem nem Bruxelas nem Washington. A troika volta a entender-se nas divergências do esboço do Orçamento do Estado para 2016 e não há meta que fique em xeque.

E logo a começar no crescimento. Mário Centeno aponta no esboço para uma subida de 2,1% e nos últimos dias até reviu este valor para 1,9%. Mas para a Comissão Europeia a economia não deve ir além dos 1,6%. Para o FMI, nem isso: o PIB cresce apenas 1,4 por cento. Mas as divergências não ficam por aqui. No défice, a meta é ficar abaixo dos três por cento, e o Governo apontava para 2,6 por cento. Já encurtou para 2,4% nos últimos dias, mas é o único a ser tão otimista. Bruxelas prevê um desequilíbrio nas contas públicas de 3,4%, com o FMI aqui a ser menos pessimista do que Bruxelas: antecipa um défice de 3,2%.

As contas de Centeno, com todas estas dúvidas, ainda estão a ser negociadas em Bruxelas para terem luz verde. "Nos últimos dias, nas últimas horas, e mesmo nos últimos minutos, as autoridades portuguesas fizeram propostas que vão no bom sentido, mas que devemos ainda analisar em detalhe", afirmou esta quinta-feira o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici.

Para o Governo, as estimativas estão desatualizadas porque ainda se baseiam num esboço que foi entretanto negociado e atualizado.

A troika volta a insistir numa "avaliação cuidadosa" do impacto de medidas como a subida do salário mínimo e aponta a elevada dívida pública como "mais um desafio" para o Governo.

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