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Câmara da Guarda continua sem acesso a plaraformas serviços digitais após ciberataque de 12 de fevereiro

Ataque informático foi participado à Polícia Judiciária (PJ), que já está a investigar o caso.

23 de fevereiro de 2026 às 20:04

A Câmara da Guarda confirmou, esta segunda-feira, que o acesso a algumas plataformas e serviços digitais do município está "preventivamente indisponível" na sequência do "ciberataque" que sofreu no dia 12 de fevereiro.

"Desde essa data que foram ativados os protocolos de segurança para responder a este tipo de ataques, de modo a restabelecer a normalidade de todas as operações, estando igualmente envolvidas as autoridades nacionais competentes em matéria de cibercrime", esclarece a autarquia em comunicado enviado à agência Lusa.

Na mesma nota, a edilidade presidida por Sérgio Costa (PG/Nós, Cidadãos!/PPM) acrescenta que o ciberataque levou ao encerramento de todas as comunicações com o exterior e que a situação tem "impacto direto na atividade do município", sem adiantar mais pormenores.

"A Câmara da Guarda está, desde a primeira hora, em contacto com o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), a prestar todas as informações sobre o incidente", que continua por resolver.

O ataque informático foi também participado à Polícia Judiciária (PJ), que já está a investigar o caso.

A autarquia promete divulgar "oportunamente" informação sobre a evolução e "desenvolvimentos relevantes" deste caso.

O ataque informático ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Judiciária estava a efetuar buscas na Câmara da Guarda para recolher elementos de provas, no âmbito de um inquérito instaurado por participação económica em negócio e prevaricação de titular de cargo político.

Na altura, a autarquia publicou uma nota nas redes sociais a dar conta que "devido a um problema informático, os serviços online e o site oficiais estão de momento indisponíveis. Estamos a trabalhar para repor com a maior brevidade possível todo o sistema".

Uma semana depois, na reunião do executivo municipal realizada na sexta-feira, Sérgio Costa classificou o assunto de "incidente cibernético complexo, que condicionou, condiciona e vai continuar a condicionar o funcionamento dos nossos serviços".

O autarca reconheceu também que a Câmara da Guarda enfrentava "um caso de força maior", pois "estamos absolutamente bloqueados em muitos serviços".

Sérgio Costa adiantou ainda que atualmente apenas o Balcão Único está a funcionar, "mas condicionado".

Sérgio Costa agradeceu ainda a "compreensão de todos os guardenses e das instituições pelos transtornos causados" e enalteceu "o extraordinário espírito de missão dos nossos funcionários que, perante a adversidade, garantem a continuidade do serviço".

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