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Câmara da Guarda vai investir dois milhões de euros em cibersegurança após ataque informático

Autarquia sofreu um ataque informático a 12 de fevereiro.

17 de abril de 2026 às 13:52

A Câmara da Guarda vai investir dois milhões de euros em cibersegurança para repor e modernizar os sistemas informáticos da autarquia, na sequência do ataque informático ocorrido a 12 de fevereiro, anunciou o presidente do município.

"Já abrimos um concurso público para a implementação de infraestruturas de cibersegurança, com o preço-base de 527 mil euros, mas não vamos ficar por aqui. Vai também haver necessidade de gastarmos mais 1,5 ME, porque o que nos aconteceu obriga-nos agora a fortes investimentos nesta área", disse Sérgio Costa, presidente da Câmara da Guarda, à agência Lusa.

O autarca, eleito pelo Nós, Cidadãos!, adiantou que a autarquia não tem verbas para o efeito e que está à procura de fontes de financiamento para fazer face a investimentos que são necessários "a curto e médio prazo".

"A Câmara da Guarda precisa de fazer este investimento de 2 ME, só que até agora as fontes de financiamento são muito parcas ou nulas", acrescentou Sérgio Costa.

A Câmara da Guarda foi alvo de um ataque informático a 12 de fevereiro, cujas consequências nos serviços municipais têm sido resolvidas gradualmente.

O caso ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Judiciária efetuava buscas nos Paços do Concelho e na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço para recolher elementos de prova, no âmbito de um inquérito instaurado por participação económica em negócio e prevaricação de titular de cargo político.

Na altura, Sérgio Costa classificou o assunto de "incidente cibernético complexo, que condicionou, condiciona e vai continuar a condicionar o funcionamento dos nossos serviços".

"A Câmara da Guarda enfrenta um caso de força maior, pois estamos absolutamente bloqueados em muitos serviços", admitiu também.

Dois meses depois, "os sistemas estão a entrar em funcionamento de uma forma gradual e os técnicos da casa estão a tentar repor o mais rápido possível a normalidade interna, com todos os controlos que têm de ser feitos", indicou o presidente do município guardense.

Num ponto da situação feito hoje, a autarquia admitiu que, "apesar da reposição gradual do sistema, estão suspensos os prazos nos processos urbanísticos. Os restantes procedimentos administrativos retomaram a sua tramitação normal".

"A suspensão dos prazos assinalados vigorará até à reposição integral das condições técnicas necessárias ao normal funcionamento", é referido numa nota publicada nas redes sociais.

A Câmara da Guarda revela também que, "internamente, os serviços estão a ser gradualmente recuperados estando a parte administrativa e financeira a funcionar em pleno".

Já o site do município está a funcionar "numa versão limitada", o atendimento presencial nos Paços do Concelho está a ser assegurado e o email geral da Câmara Municipal também funciona "em pleno".

O mesmo sucede com o site do Teatro Municipal da Guarda (TMG) e respetiva bilheteira, bem como com a bilhética do parque de campismo, dos Passadiços do Mondego e das piscinas municipais.

Inativo continua o site da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, encontrando-se a funcionar "a plataforma que permite a gestão interna", indica a autarquia.

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