Autarquia criou 35 estaleiros nas 20 freguesias e uniões de freguesia do concelho para receberem os resíduos.
A Câmara de Leiria apelou, esta terça-feira, aos munícipes para encaminharem os resíduos que resultaram da depressão Kristin para locais apropriados disponibilizados pela autarquia, anunciando que foram recolhidas mais de 10 mil toneladas no concelho.
Segundo o vereador do Ambiente, Luís Lopes, a autarquia criou 35 estaleiros nas 20 freguesias e uniões de freguesia do concelho para receberem os resíduos. Destes locais, 14 já foram limpos, no entanto, as pessoas continuam a deixar lixo, apesar dos avisos para não colocar resíduos.
"Temos 35 estaleiros mais tudo o que está na via pública, o que chega a 558 sítios. Esta dispersão do concelho cria-nos um problema e todos os dias aparecem locais novos, o que não ajuda", adiantou Luís Lopes.
O vereador sublinhou que a recolha porta a porta continua disponível para o cidadão, de forma gratuita, basta contactar a autarquia ou a junta de freguesia para agendar a recolha de resíduos não urbanos ou de materiais com amianto ou solicitar 'big bags'.
"Pedimos tolerância porque o agendamento pode obrigar a uma espera de três semanas a um mês, mas há falta de recursos humanos", justificou.
Reforçando que a recolha de resíduos se destina a primeiras habitações e apenas às danificadas pela Kristin, Luís Lopes garantiu que a Câmara de Leiria vai continuar a fiscalizar e a denunciar às autoridades os incumprimentos.
"Não é aceitável que alguém remova o seu telhado de fibrocimento que nada teve a ver com a tempestade e coloque os resíduos na rua, colocando ónus sobre todos. A responsabilidade do proprietário mantém-se", anotou.
Luís Lopes advertiu também para o perigo para a saúde pública de ter materiais de fibrocimento sem proteção. "Enquanto tivemos chuva as partículas de amianto não se espalhavam. Não estando molhado, há risco de dispersão de partículas. A recolha destes materiais tem sido a nossa prioridade e há locais que cobrimos para reduzir o perigo de exposição", informou.
O autarca pediu ainda à população para colaborar na separação dos materiais. "Basta um bocadinho de amianto para contaminar tudo, acabando no aterro. Além de aumentar o volume, é mais dispendioso", explicou.
A Câmara de Leiria recolheu, entre 29 de janeiro e 30 de abril, 301,26 toneladas de materiais com amianto, que se traduziu num custo de 564.163 euros. Foram ainda retiradas 393,78 toneladas de resíduos não urbanos, que resultou num custo de 309.600 euros.
Acrescentando os resíduos indiferenciados e recicláveis e o lixo recolhido nos 35 estaleiros, a autarquia totaliza 10.431 toneladas, que resultou num custo acrescido para o município superior a 2,7 milhões de euros.
Luís Lopes acredita que a despesa final possa rondar os quatro milhões de euros e que o material recolhido possa chegar perto das 10.900 toneladas.
A Câmara de Leiria já executou 392 pedidos para recolha de resíduos, tendo ainda 558 por concretizar.
"Continuamos a recolher resíduos, ainda temos muitos para recolher e vai demorar algumas semanas. As pessoas que nos continuem a contactar, pois vamos continuar a disponibilizar soluções de recolha porta a porta e a encaminhar para o local correto", insistiu.
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