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Câmara de Sintra investe 12 milhões de euros em 42 camiões de recolha do lixo

Presidente da autarquia referiu que se trata do "maior investimento feito neste mandato".

08 de abril de 2026 às 12:26

A Câmara de Sintra vai investir cerca de 12 milhões de euros na aquisição de 42 camiões para a recolha de lixo, disse esta quarta-feira o presidente da autarquia, acrescentando que se trata do "maior investimento feito neste mandato".

"Os sintrenses têm razão quando apontam o dedo ao que herdámos em termos de material para este tipo de operação. No passado foi decidido o aluguer de viaturas, um investimento que levaria mesmo ao aumento da tarifa e a custos incomportáveis que não podíamos aceitar", afirmou Marco Almeida (PSD), numa declaração escrita enviada à Lusa.

Frisando que o "esforço dos trabalhadores dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) e da Câmara Municipal, ao lado das Juntas de Freguesia, neste serviço público, tem sido exemplar", o autarca ressalvou que "a avaria constante dos camiões não ajuda".

"Sei que os sintrenses têm razão, o que herdámos foi ainda pior do que o que sabíamos", concluiu.

Para inverter este processo, o município do distrito de Lisboa decidiu na reunião de terça-feira comprar 42 camiões para a recolha de lixo.

A compra dos camiões foi aprovada por maioria, com quatro votos contra do PS e a favor dos restantes.

Nas declarações enviadas à Lusa, o presidente da Câmara de Sintra disse ainda que, paralelamente, "entraram esta semana em funcionamento três viaturas de apoio para a recolha de monos e lavagem de contentores".

"Se tudo correr bem, no segundo semestre deste ano começam a chegar os primeiros camiões deste investimento", acrescentou.

Segundo Marco Almeida, no ano passado foram recolhidas das ruas do concelho de Sintra cerca de 202 mil toneladas de lixo.

"Foi a primeira vez que isto aconteceu, nos anos anteriores estava sempre abaixo das 195 mil toneladas", indicou.

O atual executivo é composto por quatro eleitos do PS, três do PSD, um independente (ex-IL) e três do Chega, tendo Marco Almeida atribuído competências a dois vereadores do partido de extrema-direita para assegurar uma maioria estável na governação do município.

Marco Almeida foi eleito pela coligação PSD/IL/PAN, mas a vereadora da IL viu o partido retirar-lhe a confiança política por discordar da entrega de pelouros ao Chega, passando a independente.

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