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Correio da Manhã

Política
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Candidatura de Guterres mostra "consolidação progressiva"

Governo diz que resultado da votação mostra a confirmação da excelência da candidatura.
9 de Setembro de 2016 às 20:25
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva FOTO: Manuel de Almeida/Lusa
O ministro dos Negócios Estrangeiros português considerou esta sexta-feira que a vitória de António Guterres na quarta votação do Conselho de Segurança das Nações Unidas é "mais uma demonstração da consolidação progressiva" da sua candidatura a secretário-geral da ONU.

O ex-primeiro-ministro português António Guterres voltou a ficar à frente na quarta votação secreta ocorrida hoje entre os membros do Conselho de Segurança para eleger o próximo secretário-geral da organização, obtendo 12 votos "encoraja", dois "desencoraja" - melhorando o resultado da anterior votação - e um "sem opinião".

O Governo português vê "esta votação como mais uma demonstração da consolidação progressiva" da candidatura de António Guterres ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas, disse hoje à Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.

"É a quarta [votação] na qual o engenheiro António Guterres obtém os melhores resultados", o que, para o executivo português, "mostra bem a consistência do apoio generalizado à candidatura do engenheiro Guterres e a confirmação da excelência dessa candidatura, portanto, a confirmação das qualidades que assistem ao engenheiro António Guterres para ocupar essa tão alta função nestes tempos tão complexos e difíceis".

O ministro salientou ainda que a votação de hoje representa uma melhoria face ao resultado obtido na votação imediatamente anterior -- a 29 de agosto, tinha recebido 11 votos de "encoraja" e, agora, 12, enquanto reduziu o número de votos "desencoraja" de três para dois.

Santos Silva afastou no entanto a ideia de que estes resultados sucessivos indiquem já que António Guterres, que esteve dez à frente do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, venha a ser o sucessor de Ban Ki-moon nas Nações Unidas.

"O processo está muito no seu início, trata-se apenas ainda de votações de encorajamento ou desencorajamento. Ainda não chegámos à fase de escolher entre candidatos, estamos numa fase em que os membros do Conselho de Segurança se vão pronunciando sobre a qualidade dos candidatos", explicou.

O Conselho de Segurança, sublinhou o ministro, "levará o tempo que entender necessário para chegar ao consenso que permita apresentar uma candidatura à assembleia-geral das Nações Unidas".

Neste momento, acrescentou, "é evidente o apoio de que beneficia o engenheiro António Guterres, é evidente a confirmação, votação após votação, desse apoio, é evidente a consistência da sua candidatura, e é evidente também a consolidação dessa candidatura".

Santos Silva destacou que a candidatura de Guterres "é apresentada por si, não é contra ninguém" e foi apresentada pelo Governo português para que "a escolha do Conselho de Segurança seja a mais informada e a melhor possível".

Para o futuro, o governante referiu que Guterres manterá uma "campanha serena".

"Continuamos a apresentar as ideias, o perfil, aliás, bem conhecido, e a visão do engenheiro António Guterres para secretário-geral das Nações Unidas", destacou.

Para Santos Silva, o novo formato do processo de escolha das candidaturas - mais público e transparente, envolvendo apresentação pública das candidaturas e debates - "em muito tem beneficiado o engenheiro António Guterres".
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