Líder socialista afirmou ainda que é necessário "perguntar aos portugueses se querem ou não a regionalização, e tudo fazer para avançar com essa reforma".
O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, disse este sábado que o PS deve estar preparado para "perguntar aos portugueses se querem ou não a regionalização", criticando a "insensibilidade" do Governo da economia à habitação.
"Temos um compromisso que temos de assumir hoje: perguntar aos portugueses se querem ou não a regionalização, e tudo fazer para avançar com essa reforma, para que os poderes regionais tenham legitimidade direta e democrática para responder às necessidades de desenvolvimento económico, social e territorial", declarou o secretário-geral dos socialistas, em discurso do congresso da Federação Distrital do Porto do partido.
Em Vila do Conde, exortou os militantes a estarem preparados para olharem "para o esforço e percurso da descentralização".
Esse era, de resto, o compromisso "prioritário" para o distrito assumido neste congresso, parte de uma ronda por vários, indo este sábado também a Setúbal, que encerra um processo de eleições internas no partido.
Na sessão figuraram vários nomes de proa do partido a Norte, a começar pelo autarca de Vila do Conde, Vítor Costa, mas também a presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, assim como o antigo presidente em Vila do Conde e no Porto, Fernando Gomes, entre outros.
Carneiro voltou a criticar o Governo pelo "caos instalado nas escolas", com os atrasos na avaliação dos exames nacionais, como já tinha dito aos jornalistas à chegada ao congresso, e lamentou que "este Governo nunca assuma a sua responsabilidade".
"O primeiro-ministro que explique ao país o que se está a passar, o que está a falhar, e como o Governo vai resolver com credibilidade e confiança a avaliação dos nossos jovens que querem concorrer ao ensino superior", criticou.
Nessa senda, referiu-se várias vezes, ao longo do discurso, à "insensibilidade" do Governo liderado por Luís Montenegro, do PSD e do CDS-PP, como na "desumanidade e insensibilidade" da reforma laboral.
"Eles vieram para tirar direitos aos trabalhadores, entre eles as mulheres e os mais jovens. Conseguimos dar um contributo decisivo, com mais de cinco milhões e 300 mil trabalhadores, para travar esta ofensiva. Contámos com os trabalhadores e as centrais sindicais", celebrou.
A Prestação Social Única também mereceu críticas, assim como as questões da habitação e das emergências hospitalares, lamentando que não tenham sido acolhidas propostas socialistas nem tidas posições que defendam os cidadãos portugueses.
Por outro lado, José Luís Carneiro propõe a partir do PS uma alternativa "séria e sólida", com a prioridade numa "construção de matriz de desenvolvimento da economia", com mais tecnologia, o aproveitamento do interior e a valorização do percurso dos jovens em Portugal, a começar pelos "100 mil no ensino profissional e 140 mil que não estudam nem trabalham".
"Nós temos áreas vitais às quais temos de responder. A economia é uma delas. Tem de ser mais produtiva, criar mais riqueza, ser mais competitiva. O que vemos do Governo é o contrário disto", lamentou.
Com militantes do Porto, entre os quais se inclui, Carneiro lembrou Antero de Quental e José Régio, comparou a política à confeção de renda de bilros, numa das cidades mais representativas deste artesanato, e pediu que o Porto "ganhe força".
"Se formos uma força que faz da sua pluralidade, diversidade, uma unidade que inova, fortalece, defende e afirma os valores, estou convencido que essa unidade formará um autêntico quadrado que, na nossa história, tem um significado muito especial", afirmou.
Na habitação, pediu à presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, para liderar uma equipa no secretariado nacional para encontrar uma solução para o problema.
Para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), prometeu "várias soluções para responder de forma mais eficaz".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.