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Carneiro diz a Seguro que vai propor medidas para responder à subida do custo de vida

Segundo o secretário-geral do PS, a conversa com o chefe de Estado foi "muito construtiva" e versou a necessidade de o País responder "às necessidades que está a viver".

18 de março de 2026 às 14:30

O líder socialista disse esta quarta-feira ao Presidente da República que o PS vai apresentar medidas ao Governo e ao parlamento para "responder aos efeitos" da guerra no custo de vida, mostrando "boa vontade" para "servir o interesse das pessoas".

"Pretendemos apresentar um conjunto de várias medidas ao Governo e na Assembleia da República, tendo em vista responder aos efeitos desta crise global no custo de vida, nomeadamente na inflação", adiantou aos jornalistas José Luís Carneiro à saída do audiência com António José Seguro, que decorreu no Palácio de Belém, em Lisboa.

Segundo o secretário-geral do PS, a conversa com o chefe de Estado foi "muito construtiva" e versou a necessidade de o País responder "às necessidades que está a viver, quer no quadro internacional, quer, muito particularmente, na vida nacional".

"Não entrámos nessa discussão de detalhe. Fundamentalmente aquilo que mostrei ao senhor Presidente da República foi a boa vontade do Partido Socialista para servir o interesse das pessoas, para servir o interesse dos portugueses, para servir o nosso país, porque é isso que é o dever de um partido com a responsabilidade do PS", respondeu, quando questionado sobre o pacto da saúde proposto por António José Seguro ainda durante a campanha eleitoral.

Desejando "votos das maiores felicidades" ao ex-líder do PS no desempenho das funções presidenciais, José Luís Carneiro deu conta aos jornalistas de que colocou a Seguro as "grandes preocupações com a vida das pessoas".

"Por um lado, os efeitos da guerra e da crise internacional que estamos a viver nos custos de vida e a necessidade de se responder a estas necessidades das famílias, ao custo das famílias, ao custo das empresas, e de sermos capazes de responder mais a esta crise que se vai acentuar nos próximos tempos, por força dos efeitos da guerra", referiu.

O secretário-geral do PS transmitiu as "principais preocupações" do partido, como a habitação, saúde, os salários e a economia.

Quanto à saúde, Carneiro recordou que o PS apresentou em julho do passado propostas "para a gestão e a coordenação da gestão da emergência pré-hospitalar", sublinhando ainda a importância de "reforçar os cuidados primários de saúde".

"Há um esteio fundamental, o esteio é o da defesa do Serviço Nacional de Saúde como esteio fundamental da oferta de cuidados de saúde, naturalmente em complementaridade com o setor social e com o setor privado, mas o Serviço Nacional de Saúde deve ser, para nós, para o Partido Socialista, o esteio fundamental da resposta nos cuidados primários de saúde", disse.

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