page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Chefe da Casa Civil nega “tratamento de favor” às gémeas

Fernando Frutuoso de Melo considera que a situação das gémeas luso-brasileiras não teve um tratamento diferenciado face a milhares de outros casos.

24 de julho de 2024 às 01:30

O chefe da Casa Civil da Presidência da República (PR) negou na terça-feira “qualquer tratamento de favor da Presidência da República” às gémeas luso-brasileiras tratadas com o medicamento Zolgensma para a atrofia muscular espinhal no Hospital de Santa Maria.

Na comissão de inquérito a este caso, Fernando Frutuoso de Melo admitiu “irregularidades no processo”, mas defendeu que “o Presidente da República não tem nada a ver com isso”.

No email enviado ao gabinete do primeiro-ministro, Frutuoso de Melo assumiu ter omitido “deliberadamente” que foi o filho do chefe de Estado, Nuno Rebelo de Sousa, a pedir ajuda para as crianças à PR, para evitar que pudesse ser encarado como “qualquer forma indireta de pressão”.

Explicou que não pode, “face à lei, arquivar ou não responder ao pedido de um cidadão”, mas reconheceu ter sentido “algum desconforto” em lidar com um pedido do filho de Marcelo Rebelo de Sousa.

Segundo o chefe da Casa Civil, o email de Nuno referia-se ao Centro Hospitalar de Lisboa Central, e sendo este um caso de Pediatria, assumiram estar em causa o Hospital Dona Estefânia. Como tal, “não houve nenhum contacto com o Hospital de Santa Maria”.

A Casa Civil informou Nuno e os pais das crianças de que “a decisão sobre o tratamento era exclusivamente médica, que cabia ao hospital dar resposta quando achasse adequado e que o assunto tinha sido transmitido ao Governo”.E “assim terminou a intervenção da Casa Civil”, afirmou Frutuoso de Melo. “Se soubesse o que sei hoje, teria dito: apresentem-se na urgência”, sublinhou.

Marcelo, segundo Frutuoso de Melo, “nunca perguntou” como estava a correr o processo. “Expliquei ao Presidente da República que o caso tinha sido enviado ao Governo, como centenas de milhares de outros”, disse. Com a então ministra da Saúde, Marta Temido, assegurou que “nunca” conversou sobre as gémeas.

Quanto ao email em que Nuno se queixava da burocracia e pedia “uma ajuda maior”, Frutuoso de Melo considerou que “todos percebemos o que quer dizer”. Garantiu que o filho do Presidente da República, cujas “motivações” afirmou desconhecer, “não teve a resposta que esperava”, afiançando que tem “clientes muito mais insistentes”.

Email Nuno pediu ajuda ao pai

Nuno Rebelo de Sousa pediu ajuda ao pai, Marcelo, para as as gémeas luso-brasileiros num email enviado em 21 de outubro de 2019. O Presidente da República pediu então, por email, ao chefe da Casa Civil que solicitasse a Maria João Ruela, assessora para os Assuntos Sociais, se podia saber do que se tratava. 

Consulta ilegal

Na inspeção feita ao caso das gémeas, a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) concluiu que a primeira consulta das gémeas foi ilegal.

Reunião Lacerda Sales e Nuno

António Lacerda Sales, ex-secretário de Estado da Saúde, reuniu com Nuno Rebelo de Sousa, em 7 de novembro de 2019. Segundo o ex-governante, nesse dia, Nuno abordou a situação das gémeas luso-brasileiras. Nuno, por seu lado, diz que informou Lacerda Sales da situação das crianças em 10 de novembro, numa mensagem para agradecer a reunião.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8