Correio da Manhã
JornalistaA chefe de gabinete do ministro João Galamba, Eugénia Correia Cabaço, foi ouvida esta quarta-feira na Comissão Parlamentar de Inquérito à TAP para esclarecer as dúvidas dos deputados sobre uma reunião preparatória com a ex-presidente executiva da companhia aérea, Christine Ourmières-Widener, antes de uma audição na comissão parlamentar de Economia, em janeiro. A chefe de gabinete respondeu também às questões sobre o que aconteceu no Ministério das Infraestruturas após a exoneração de Frederico Pinheiro, adjunto do ministro da Infraestruturas, João Galamba.
O ex-adjunto acusou o Ministério das Infraestruturas da tentativa de ocultação de documentos pedidos pela comissão parlamentar de inquérito à TAP, acusação negada pelo ministro.
"Dr. Frederico Pinheiro deu-me um murro": Chefe de gabinete de Galamba tentou impedir furto de computador
A chefe do gabinete do Ministro das Infraestruturas começa a ser ouvida. Eugénia Correia explica que disse a Frederico Pinheiro que não podia levar o computador, que "estava exonerado" e que o portátil era do Estado. "Dr. Frederico Pinheiro deu-me um murro", refere. A chefe do Gabinete do ministro das Infraestruturas garante ainda que a assessora Paula Lagarto recebeu vários murros. "O dr. Frederico Pinheiro estava exonerado desde as 20h45 de 26 de abril, portanto proibido de entrar no ministério por ordem do Ministro. Apareceu para levar um computador que não lhe pertencia", explica.
João Galamba foi informado que Frederico Pinheiro "tinha agredido pessoas" e "fugido pelas escadas"
Eugénia Correia nega que o ministro João Galamba tenha sido informado sobre a determinação de fechar as portas do ministério das Infraestruturas.
A chefe do gabinete de João Galamba explica que o ministro das Infraestruturas soube apenas que Frederico Pinheiro "tinha agredido pessoas e levado o computador e fugido pelas escadas".
Questionada sobre quem deu ordens para fechar as portas, Eugénia Correia refere que ordem "foi dada por uma das colegas, não sei qual delas".
"Reportei que tinha sido levado um computador": Chefe de gabinete de Galamba falou com o SIS depois de ligar ao SIRP
"Recebi chamada do SIS", admite a chefe do gabinete de João Galamba depois de ligar ao SIRP.
"Reportei que tinha sido levado um computador", refere Eugénia Correia.
A chefe do gabinete do ministro das infraestruturas dá conta que identificou "situação de potencial risco" e que, por esse motivo, fez a chamada.
Eugénia Correia afirma que agiu perante as indicações "genéricas" que recebeu "previamente".
"Ninguém mexeu no telemóvel do dr. Frederico Pinheiro", sublinha Eugénia Correia
A chefe do gabinete de João Galamba continua a ser questionada e dá conta que Frederico Pinheiro "como sempre não se lembrava de nada, não tinha nada" relativamente à reunião preparatória com a CEO da TAP e os deputados do PS.
"Ninuém mexeu no telemóvel do dr. Frederico Pinheiro", sublinhou Eugénia Correia sobre o facto de ter sido pedido ao ex-adjunto para recuperar mensagens que podiam contar a história da ida da CEO da TAP à reunião. "Não foi ninguém a não ser o Dr. Frederico a mexer naquele telefone", afirma.
Eugénia Correia: "Nunca houve intenção de esconder a existência de notas"
Depois de Frederico Pinheiro informar que tinha notas, a chefe do gabinete do ministro das Infraestruturas explica que pediu a Cátia Rosas, membro do gabinete de João Galamba, que requeresse ao ex-adjunto "o ficheiro informático" onde as tinha para confirmar que "tinham sido feitas no dia 17 de janeiro", data da reunião.
Eugénia Correia garante que Frederico Pinheiro entregou um papel ao invés do ficheiro informático pedido.
"Nunca houve intenção de esconder a existência de notas", esclarece.
"Ouvi o sr. ministro a falar tranquilamente com o dr. Frederico Pinheiro": Eugénia Correia sobre telefonema de demissão de ex-adjunto
A chefe do gabinete de João Galamba admite ter estado presente no momento em que o ministro das Infraestruturas realizou o telefonema para demitir Frederico Pinheiro.
"Ouvi o sr. ministro a falar tranquilamente com o dr. Frederico Pinheiro e não acompanhei a totalidade da conversa porque ia ao telefone", refere Eugénia Correia.
"Sabia que o sr. ministro ia promover a exoneração", afirma.
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