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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Chega destaca "série de alertas" de Seguro ao Governo

Pedro Pinto, líder parlamentar, considera que o primeiro-ministro "deve ter ficado com as orelhas a arder".

10 de junho de 2026 às 15:29

O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, considerou esta quarta-feira que o Presidente da República fez no seu discurso "uma série de alertas" ao Governo e que o primeiro-ministro "deve ter ficado com as orelhas a arder".

"Eu creio que o Presidente da República, mais uma vez, fez uma série de alertas a este Governo, de coisas que o Governo não tem feito", declarou Pedro Pinto aos jornalistas em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores, no final da sessão solene comemorativa do 10 de Junho.

Segundo o líder parlamentar do Chega, o Governo liderado por Luís Montenegro "não tem melhorado os problemas dos cidadãos", e deu também o caso da habitação que "continua a faltar em Portugal" e dos salários que "continuam a não aumentar".

Referiu que os jovens portugueses, "os mais qualificados do mundo, continuam a emigrar" e o país continua a "importar o pior que o mundo tem".

"Eu creio que foi um discurso realista e um discurso com muitos alertas", salientou.

Na sua opinião, Seguro também fez "muitos alertas" ao primeiro-ministro, que se encontrava presente nas comemorações.

"Acho que Luis Montenegro, que estava aqui também presente, deve ter ficado com as orelhas a arder. Porque tudo aquilo que nós ouvimos o senhor Presidente da República dizer é tudo aquilo que nós defendemos para o país: um país com qualidade, com bons salários, com muito trabalho", afirmou.

Pedro Pinto também referiu a importância de o chefe de Estado ter realizado as comemorações do 10 de Junho na ilha Terceira, nos Açores, nos 50 anos de comemoração das autonomias políticas das Regiões Autónomas.

Salientou, no entanto que "não foi muito delicado" da parte do Presidente da República o discurso que fez no Luxemburgo quando comparou a "imigração descontrolada que entra em Portugal" com os emigrantes quando foram para o Luxemburgo, para a Suíça, para a Venezuela e para "tantos países do mundo".

"Eles foram para trabalhar, não foram para receber rendimentos mínimos e pensões sociais, como fazem a grande maioria dos imigrantes que entram em Portugal. Portanto, nós estarmos a comparar os nossos emigrantes a esta imigração que entra em Portugal. Acho que é uma falta de respeito e penso que o Presidente República não foi feliz no Luxemburgo", afirmou.

Esta quarta-feira, na opinião do líder parlamentar do Chega, António José Seguro "fez um discurso realista de querer melhorar o país".

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