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Pedro Pinto apontou o número de portugueses sem médicos de família, as listas de espera, os encerramentos de maternidades e a as mortes "nos corredores dos hospitais".
O Chega e a IL acusaram esta sexta-feira o Governo de manter práticas e repetir erros dos executivos socialistas na saúde, enquanto os socialistas acusaram a ministra de "escapar de fininho" ao escrutínio parlamentar.
Estas posições foram assumidas, na sessão plenária desta manhã, na Assembleia da República, numa interpelação ao Governo agendada pelo PS sobre os resultados do plano de emergência e transformação na saúde (PETS).
O líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, afirmou que o Governo da AD, na saúde, é igual ao anterior executivo socialista, apontando para o número de portugueses sem médicos de família, as listas de espera, os encerramentos de maternidades e a as mortes "nos corredores dos hospitais".
“Diga-me uma coisa, uma coisa que tenha melhorado em relação ao Governo do Partido Socialista. Só uma coisa. Se disser uma coisa, eu sento-me e calo-me e não volto a abrir a boca durante este debate”, desafiou, dirigindo-se à secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.
Pedro Pinto referiu ainda que o caso de uma grávida recusada no Hospital de Faro por não ter contactado previamente a linha SNS 24, noticiado esta semana, é “o reflexo deste Governo”, insistindo que a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, deve demitir-se.
O PS juntou-se às críticas a Ana Paula Martins, com o deputado Carlos Pereira a afirmar que “ministra vai escapando de fininho ao confronto daquilo que são os resultados da saúde”, criticando a ausência da governante na sessão plenária desta manhã.
A deputada da IL Joana Cordeiro, acusou o Governo de se assemelhar ao anterior executivo do PS, na tomada de decisões sem explicações e “envolvimento de quem está no terreno”, recordando que o PSD criticava a postura dos socialistas quando estava na oposição.
“Vão assumir, de uma vez por todas, uma governação mais transparente? Porque governar a saúde não é só mudar diplomas, é mudar a forma como se decide, como se executa e, principalmente, mudar mentalidades, porque se não fizermos isso, nada vai mudar. E, portanto, isto é muito igual àquilo que o PS fazia”, criticou.
Na réplica, a secretária de Estado da Saúde afirmou que “não há qualquer dúvida” de que os números mostram melhorias na resposta das urgências, e apontou também para um aumento do número de portugueses com médico de família, apesar do número de utentes “não parar de aumentar”.
Em relação ao caso ao caso da grávida que não foi atendida em Faro, a governante reiterou a posição da ministra, de que a mulher deveria ter sido admitida e o caso está a ser analisado.
No período de pedidos de esclarecimento, após as intervenções de abertura do PS e do Governo, houve também espaço para críticas aos socialistas por parte da direita, com o Chega a acusar o partido de não ter “vergonha na cara” ao apontar críticas à política de saúde do Governo depois de anos de falhas no Governo.
Joana Cordeiro, da IL, disse que o agendamento de hoje ter sido feito pelos socialistas “tem alguma graça”, e a social-democrata Isabel Fernandes perguntou ao PS “se não tem vergonha”.
“Que depois de 8 anos a governar, deixando o SNS num estado de emergência, vem agora pedir satisfações na área da saúde”, criticou.
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