Partido dá como exemplo o caso de uma mulher que "caiu numa passadeira" e esperou mais de uma hora pela assistência.
O Chega requereu esta quarta-feira a audição, com caráter de urgência, do presidente do INEM para que Luís Meira dê explicações à Assembleia da República sobre "as falhas na prestação de socorro" e a "falta de coordenação".
"As falhas do INEM na prestação de socorro, a falta de coordenação denunciada por alguns dos intervenientes do SIEM [Sistema Integrado de Emergência Médica], assim como a estratégia (se existir) para as evitar, carecem, pois, se ser urgentemente esclarecidas perante os representantes dos cidadãos, dada a situação de alarme social existente", justificam os deputados Pedro Frazão e Filipe Melo no requerimento endereçado à Comissão de Saúde e divulgado esta quarta-feira pelo partido.
O Chega dá como exemplo o caso de uma mulher que "caiu numa passadeira em Campolide", Lisboa, no dia 18 de julho, "tendo esperado mais de uma hora e 15 minutos pela assistência médica".
O partido refere que a mulher acabou por falecer e que "responsáveis do INEM afirmaram que naquele momento [o Instituto] não tinha viaturas disponíveis".
"Atentas as informações e as denúncias públicas existentes neste âmbito, é fácil chegar à conclusão de que esta não é uma situação única. Os relatos de utentes, as denúncias de técnicos e sindicalistas e as queixas de responsáveis dos bombeiros tornadas públicas assim o demonstram", salienta o Chega.
Os deputados do partido de extrema-direita indicam igualmente que esta situação não é nova e que no ano passado "as viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER) do INEM estiveram 5.400 horas paradas por falta de tripulação, ou seja, por falta de médico para garantir assistência em casos urgentes".
"No total, as ambulâncias estiveram operacionais quase sete mil horas, com a pior taxa de inoperacionalidade desde 2014", acrescentam.
Apontando que "o problema é mais grave no interior do país", o Chega refere que "em 2021 as VMER dos hospitais da Guarda, Covilhã, Castelo Branco e Portalegre estiveram um total de 3.254 horas inoperacionais, o que corresponde a 135 dias completos".
"Resulta destas situações e das manifestas falhas do INEM na coordenação da assistência de socorro médico, uma vez que lhe cabe esta competência no âmbito do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), que os tempos de prestação de socorro tem vindo a ser demasiado demorados, estando nalgumas situações, como parece ter acontecido na que foi acima descrita, na origem do falecimento de pessoas acidentadas a quem não é prestada assistência de forma atempada", lamenta ainda o partido.
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