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Comissária europeia Maria Luís Albuquerque defende reforço das pensões complementares

Comissária sublinhou também a possibilidade de aumentar o papel das seguradoras enquanto investidor institucional na Europa.

19 de fevereiro de 2026 às 11:26

A comissária europeia Maria Luís Albuquerque defendeu esta quinta-feira o reforço das pensões complementares, para diversificar as fontes de rendimento na reforma, sublinhando também a possibilidade de aumentar o papel das seguradoras enquanto investidor institucional na Europa.

"Sabemos que os sistemas públicos continuarão a ser a base da proteção social, mas também sabemos que no contexto demográfico desafiante, para colocar a questão de uma forma suave, precisamos de diversificar fontes de rendimento na reforma", disse a comissária dos Serviços Financeiros e União da Poupança e dos Investimentos, numa intervenção no Fórum Económico Segurador, promovido pela Associação Portuguesa de Seguradores, em Lisboa.

Para Maria Luís Albuquerque, é necessário o reforço das pensões complementares, nomeadamente através do pacote europeu sobre pensões, apresentado em novembro, que tem em vista "aumentar a participação dos cidadãos, melhorar a eficiência dos produtos e criar incentivos adequados para a poupança de longo prazo".

Neste sentido, a ex-ministra das Finanças salientou também que o setor segurador "tem um papel central", tendo em conta que as seguradoras são especialistas em "planeamento financeiro de longo prazo e em gestão prudente do risco".

"Mais poupança para a reforma significa também mais capital disponível para financiar a economia europeia, criando um círculo virtuoso entre segurança financeira individual e crescimento económico", sublinhou.

A responsável destacou ainda o papel das seguradoras enquanto um dos "maiores investidores institucionais da Europa", apontando que há "espaço para uma maior participação do setor segurador enquanto fonte de capital paciente".

"Não podemos ter capital de longo prazo imobilizado por interpretações excessivamente conservadoras de risco", reiterou, defendendo que o setor segurador pode ser "um motor de investimento, inovação e crescimento económico europeu".

É de salientar que o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, anunciou na terça-feira que o Governo vai apresentar um plano de poupança para reforçar as pensões complementares em Portugal, além das públicas.

"Nós vamos esperar que a Comissão [Europeia] termine o seu trabalho e depois apresentaremos um plano de poupança que está a ser trabalhado com os reguladores e também com os agentes do mercado", disse Joaquim Miranda Sarmento.

Falando aos jornalistas portugueses em Bruxelas, no final da reunião dos ministros das Finanças da UE na qual foi discutido o pacote de pensões complementares proposto pelo executivo comunitário, o governante apontou que "a poupança em Portugal subiu muito desde a pandemia [pois] historicamente apresentava 7% ou 8% do rendimento disponível e hoje está em torno de 12% ou 13% do rendimento disponível".

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