José Luís Carneiro realizou visita de quatro dias à Venezuela.
A comunidade portuguesa na Venezuela pediu ajuda ao líder do Partido Socialista (PS) para agilizar os apoios a carenciados, disse à Lusa José Luís Carneiro, no final da visita de quatro dias àquele país.
"Foi possível ouvir as preocupações que as pessoas têm, nomeadamente no que respeita a necessidade de agilizar, de ponto de vista burocrático, administrativo, os apoios destinados aos cidadãos portugueses mais carenciados", disse.
José Luís Carneiro falava à Lusa ao finalizar uma visita de quatro dias à Venezuela, onde chegou acompanhado pelo presidente do grupo parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, e pelo responsável pelo departamento das Comunidades Portuguesas do PS, Paulo Pisco.
"Todo o programa que estabelecemos para a Venezuela está cumprido (...) conseguimos garantir o contacto com as principais comunidades [lusas] que se encontram nos diferentes estados da Venezuela. Foi possível mostrar que estamos próximos de quem está mais longe, de quem está mais distante", disse.
Durante a visita, manteve contactos a vários níveis com as autoridades locais e com portugueses dos estados de Miranda, Arágua, Carabobo e La Guaira.
O líder do PS transmitiu à Assembleia Nacional e às autoridades executivas da Venezuela "a preocupação com os portugueses detidos", tendo ouvido "de todos, palavras de compromisso quanto a estas grandes preocupações".
"A nossa presença [na Venezuela] tem a seguinte mensagem: em momentos especialmente difíceis dos portugueses e lusodescendentes na Venezuela, nós sempre estivemos próximos para garantir que o Partido Socialista em Portugal é um partido que pensa em primeiro lugar, nas suas comunidades e no contributo que elas podem dar para um processo político que é complexo e que é difícil".
Segundo o líder socialista "é muito importante a manutenção de canais de diálogo institucionais nos diferentes níveis de responsabilidade desde as funções parlamentares às executivas".
José Luís Carneiro frisou ainda que irá transmitir ao Governo de Portugal as conversas que teve com empresários e membros da comunidade, nomeadamente o pedido para recuperar o diálogo entre as câmaras de comércio e entre os empresários portugueses e luso-venezuelanos, para aproveitar o que há de melhor nos dois países.
"Aquilo que assumimos foi de procurar pela via parlamentar, nomeadamente no diálogo interparlamentar, valorizar essa relação e poder contribuir para o relançamento das relações empresariais, das relações económicas e o mesmo é dizer do relançamento das relações entre os dois povos", disse.
Por outro lado, explicou que encontrou a comunidade "com expetativas positivas sobre o modo como a transição política pode evoluir" e que sentiu "que há esperança, mas também que há alguma ansiedade, alguma expetativa", frisou.
"Naturalmente que continua a haver pessoas na comunidade que têm necessidades muito grandes, necessidades alimentares, necessidades de habitação, necessidades ao nível da saúde, nomeadamente da própria saúde mental, que foram aspetos que nos foram colocados nos diálogos que pude fazer e, portanto, há propostas que devem ser aperfeiçoadas, ou seja, pegar nos instrumentos que havia no passado, melhorá-los e eventualmente criar instrumentos de apoio novos para o futuro", disse.
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