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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Conselho de Redação da RTP considera graves acusações do ministro da Educação sobre peça jornalística

Estação afirma que declarações de Fernando Alexandre colocam em causa "o bom nome, o profissionalismo, a idoneidade e a ética" da redação".

23 de dezembro de 2025 às 07:58

O Conselho de Redação da RTP considerou esta terça-feira graves e injustificadas as declarações do ministro da Educação, Fernando Alexandre, que acusou a estação pública de descontextualizar as suas declarações sobre as residências universitárias.

O ministro da Educação defendeu, numa cerimónia em Lisboa na semana passada, que as residências públicas devem ter alunos de vários estratos sociais, caso contrário, dando prioridade aos bolseiros, irão degradar-se mais rapidamente.

Posteriormente, em declarações na RTP-Notícias, o ministro considerou que as suas palavras foram descontextualizadas: "O que eu disse é que, quando tenho um serviço público que é usado apenas por pessoas que não têm voz, que são de rendimentos mais baixos, por razões de gestão, o serviço se degrada", disse Fernando Alexandre.

Em entrevista ao jornal digital ECO divulgada na sexta-feira, Fernando Alexandre referiu que a RTP esteve presente na sessão toda, considerando que a escolha do trecho que foi transmitido não foi por acaso.

 "A direção tem de investigar por que razão a jornalista escolheu aquele trecho. Quem esteve na sessão não ficou com a ideia que a RTP passou. Eu fiz um discurso longo e contextualizei aquilo que estava a dizer", apontou na entrevista.

O Conselho de Redação da RTP (CR-TV) frisou esta terça-feira que a entrevista de Fernando Alexandre ao ECO "contém afirmações que colocam em causa, de forma grave e injustificada, o bom nome, o profissionalismo, a idoneidade e a ética" da redação.

"As referências a alegadas 'agendas camufladas' e a 'incompetência' não são meras críticas: são acusações que atingem diretamente a credibilidade da informação da RTP e os seus profissionais", pode ler-se, num comunicado enviado à Lusa.

Para o CR-TV, as declarações do ministro da educação não devem passar "sem resposta" e instou a Direção de Informação a tomar uma "posição pública firme, repudiando as insinuações e reafirmando a independência editorial, o rigor e a ética" do trabalho jornalístico.

Defendeu ainda que a Direção de Informação "esclareça os critérios editoriais que sustentaram a peça em causa, garantindo transparência perante a opinião pública" e "reforce o compromisso com o serviço público, lembrando que a RTP não serve agendas, mas sim os cidadãos, com informação verificada, plural e responsável".

O CR-TV frisou ainda que o Conselho de Administração tem igualmente "o dever de defender o bom nome da RTP e dos seus profissionais, assegurando que estas acusações não minam a confiança no jornalismo" que é praticado.

"Este é o momento de união e firmeza. A nossa história e a nossa missão exigem que respondamos com clareza e dignidade", apontou ainda.

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