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Convites a Secretários de Estado só após a posse

Equipa deve estar completa até ao fim-de-semana e não ultrapassará as 27 secretarias de Estado.

20 de junho de 2011 às 00:30

Será uma semana em contra-relógio para o primeiro-ministro indigitado, com o Conselho Europeu de 23 e 24 de Junho e a escolha de secretários de Estado até ao fim-de-semana. Num Governo que poderá ter até 27 secretários de Estado, sempre que se fala em Comunidades é o nome de José Cesário que surge como hipótese para os sociais-democratas. Já ocupou o cargo e é o responsável pelo pelouro da Emigração. Amanhã, Passos Coelho é empossado primeiro-ministro e os convites para as secretarias de Estado só serão feitos a partir de quinta-feira.

Independente, economista e cabeça-de-lista por Setúbal, Maria Luís Albuquerque, coordenadora do Núcleo de Emissões e Mercados no Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP), é desde a elaboração das listas uma hipótese para o Governo. O seu nome para a secretaria de Estado do Tesouro, onde é acompanhada a dívida pública, é uma probabilidade, sendo certo que o Ministério do Estado e das Finanças é o que estará com o leque de governantes mais avançado. A maior incógnita poderá ser quem assume o papel de secretário de Estado do Orçamento.

Manuel Rodrigues, vice-presidente do PSD, que negociou o Orçamento do Estado para 2011, além do acordo de coligação com o CDS, deverá ser outra das apostas de Pedro Passos Coelho para a equipa de secretários de Estado. Ao que tudo indica, a vice Nilza Sena pode ficar fora do Executivo. Hoje estreia-se no Plenário.

Miguel Frasquilho já tem experiência governativa e poderá ser uma das opções, tal como José Bracinha Vieira, que participou na iniciativa GENEPSD.

Do lado do CDS, Teresa Caeiro poderá ficar de fora do Governo, se a opção for a de repetir a sua candidatura a vice-presidente do Parlamento.

O PRIMEIRO TESTE DE PASSOS

Foi uma escolha pessoal do primeiro-ministro indigitado, Pedro Passos Coelho, e hoje Fernando Nobre vai a votos no Parlamento para suceder a Jaime Gama. O voto em branco dos centristas para não ‘beliscar’ a coligação, algumas incógnitas no próprio PSD e o possível chumbo à esquerda podem ditar uma segunda eleição ou a falha de objectivos.

Perante várias incógnitas, os sociais-democratas estão, contudo, confiantes que Nobre consiga os 116 votos para ser eleito. Guilherme Silva será o outro nome indiciado pelo PSD para o cargo de vice-presidente do Parlamento. E, hoje, as primeiras horas de sessão serão conduzidas pelo deputado eleito pelo círculo da Madeira há várias legislaturas.

Do lado do PS, há, acima de tudo, incertezas. Uma reunião da bancada servirá hoje para resolver os vários problemas entre mãos: vice-presidência da Assembleia da República e possível marcação de eleições para a liderança interina da bancada. Para a vice-presidência do Parlamento surgem nomes como o de Alberto Costa ou Ferro Rodrigues, segundo várias fontes socialistas.

Quanto à liderança da bancada interina há nomes que têm sido apontados como o de Vieira da Silva ou de ex-líderes parlamentares para assegurarem os trabalhos até Setembro. Se o critério escolhido for o de um ex-líder parlamentar, Alberto Martins ou Jorge Lacão são os únicos a poder cumprir o requisito. Se for alguém da anterior direcção, podem surgir figuras como Maria de Belém. Em suma, nada está decidido.

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